A população de Salvador diminuiu em 2026, segundo a nova estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capital baiana aparece com 2.559.945 habitantes, cerca de 4,2 mil a menos que na estimativa anterior.
A variação foi de -0,17%, fazendo Salvador registrar a maior redução proporcional entre todas as capitais brasileiras. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial da União (DOU).
Apesar da queda, a cidade continua sendo a mais populosa da Bahia e permanece na quinta posição entre os municípios com maior número de habitantes no país.
O resultado coloca Salvador à frente de outras capitais em um ranking que ninguém gostaria de liderar.
Natal teve redução de 0,13% na população, enquanto Belém apresentou queda de 0,08% e Belo Horizonte, de 0,02%.
A situação foi diferente na maior parte das capitais brasileiras, que registraram crescimento ou estabilidade. Boa Vista teve o maior avanço, com alta de 3,2%, enquanto Porto Alegre manteve o mesmo número estimado de habitantes.
A queda não está restrita à capital baiana
Os números do IBGE mostram que a redução populacional também aparece em diversas cidades da Bahia. Quatro em cada dez municípios do estado tiveram queda na estimativa de habitantes entre 2025 e 2026.
Ao mesmo tempo, algumas cidades apresentaram crescimento expressivo. Jussari liderou, com alta de 5,46%, seguida por Itagi (2,72%), Dário Meira (2,37%), Caravelas (1,57%) e Luís Eduardo Magalhães (1,32%).
Parte das maiores variações, segundo o instituto, está ligada a atualizações nos limites territoriais de municípios baianos.
Mesmo com a redução, Salvador continua no grupo das cinco cidades brasileiras mais populosas.
A liderança pertence a São Paulo, com 11.911.337 habitantes. Depois aparecem Rio de Janeiro (6.731.133), Brasília (3.009.996), Fortaleza (2.582.360) e Salvador (2.559.945).
Somente essas cinco cidades concentram cerca de 26,8 milhões de pessoas, o equivalente a 12,5% da população estimada do Brasil.
No total, o Brasil possui uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026.
O país continua crescendo, mas em velocidade menor. A taxa de crescimento geométrico caiu de 0,39% para 0,37% em relação ao levantamento anterior.
Além de mostrar a evolução demográfica, os dados do IBGE são utilizados para a elaboração de indicadores sociais e econômicos e servem de referência para cálculos do Fundo de Participação de Estados e Municípios.




