Lula riscou uma linha no chão e puxou o PT na Bahia mais uma vez

Lula riscou uma linha no chão e puxou o PT na Bahia mais uma vez. Ele disse ao povo, de forma transparente: “Eu sou Jerônimo e ACM Neto é Bolsonaro”.

Jogou sozinho, praticamente sem marcação, o tempo todo. Foi como Neymar, que estava contundido. Quando se recuperou, driblou os adversários e fez o gol. Aqui Lula teve o segundo melhor desempenho no país, atrás apenas do Piauí. Teve 66% dos votos e deu 55% para Jerônimo Rodrigues, que foi reeleito governador. E isso foi percebido nas pesquisas internas, especificamente na semana da vinda a Salvador, quando fez um evento na Barra. Ali aconteceu a virada. Jerônimo cresceu, assim como toda a chapa proporcional da esquerda. Foi uma onda da esquerda na Bahia de novo. Podemos dizer que o voto de opinião é 70% e o voto político é 30%.

Não há nenhum prefeito culpado pela derrota da oposição. Nenhuma cidade decepcionou. A conta não é essa. A eleição foi estadual, não foi municipal. Mas é preciso, sim, questionar a estratégia do marqueteiro político da oposição, João Santana. Esse, sim, errou feio em todos os movimentos. Não combateu o PT nacional, não enxergou o óbvio. Atuou como se não conhecesse a Bahia e o seu eleitorado.

Está provado, mais uma vez, que a eleição é verticalizada. Não existe eleição estadual independente. Candidato a governador tem que ter candidato a presidente.

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