Os dois homens condenados pela morte de Valdir Cabeleireiro terão de cumprir, juntos, mais de 50 anos de prisão. A sentença foi anunciada na madrugada desta quarta-feira (7), após o Tribunal do Júri de Salvador julgar o assassinato do cabeleireiro, ocorrido em 2016.
Patric Ribeiro Tupinambá foi condenado a 28 anos e 7 meses de reclusão, enquanto Edgar da Silva Santos recebeu pena de 23 anos e 3 meses. Os dois deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.
O crime aconteceu em 12 de novembro de 2016, no Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), homens armados entraram no estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra Valdir.
A vítima tentou escapar e chegou a se esconder em um banheiro do local, mas acabou sendo atingida pelos tiros. A movimentação dos envolvidos foi registrada por câmeras de segurança.
Edgar foi apontado pela acusação como mandante do homicídio, enquanto Patric foi denunciado pela participação na ação. O MP-BA sustentou que o assassinato teria sido motivado por uma questão envolvendo a então companheira de Edgar e o irmão de Valdir.
Durante o julgamento, os sete jurados reconheceram a responsabilidade dos dois réus pelo homicídio e consideraram presentes três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum a terceiros, devido à presença de clientes no salão.
Além da condenação pelo assassinato, Patric recebeu uma pena adicional de 5 anos e 4 meses de prisão pelo roubo de um telefone celular durante a ação.
A sessão aconteceu no Fórum Ruy Barbosa e durou cerca de 14 horas. Duas irmãs de Valdir foram ouvidas como testemunhas, enquanto os dois acusados prestaram depoimento. Depois dos debates entre acusação e defesa, os jurados realizaram a votação secreta e o juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira fez a leitura da sentença.
A condenação ocorre poucos meses antes de o assassinato de Valdir completar dez anos. Os acusados haviam sido presos em janeiro de 2017, durante as investigações.
Com a decisão do Tribunal do Júri, Patric e Edgar tiveram a prisão decretada e foram encaminhados para o cumprimento das penas.




