A montadora chinesa BYD negou que esteja planejando deixar Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, em razão do resultado das eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (7), após declarações da deputada federal reeleita Ivoneide Caetano (PT), que levantou a possibilidade de a empresa encerrar suas atividades no município caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em Salvador, Ivoneide afirmou que representantes da montadora teriam solicitado uma reunião com ela e com o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), para discutir preocupações relacionadas ao cenário político nacional.
“A BYD já pediu uma reunião com o Caetano, e comigo, já estão preocupados, porque caso esse filho do ex-presidente [Jair Bolsonaro] ganhe a eleição, nós vamos ter problemas aqui com a BYD”, declarou a parlamentar.
Na ocasião, a deputada também mencionou a possibilidade de a fabricante chinesa deixar o município, comparando o cenário com o encerramento da produção da Ford em Camaçari, ocorrido em janeiro de 2021.
Diante da repercussão, o portal Mais Região procurou a BYD, que contestou a informação apresentada pela parlamentar e negou ter solicitado qualquer encontro com autoridades para tratar das eleições.
“A BYD esclarece que não solicitou qualquer reunião com autoridades, de nenhuma esfera, para tratar do cenário eleitoral ou de seus possíveis desdobramentos”, informou a montadora, em nota.
A companhia também reafirmou seu compromisso de longo prazo com o Brasil, destacando que mantém o planejamento de expansão das atividades industriais, geração de empregos e investimentos no país, especialmente na Bahia.




