Pelourinho une beleza de cenário histórico à magia dos antigos carnavais

O folião que optou nesta sexta-feira (01), pela programação do Carnaval do Pelô, no Circuito Batatinha, Centro Histórico de Salvador, pôde unir a beleza do cenário histórico de Salvador à magia contagiante dos antigos carnavais, desfrutando ainda de atrações como Microtrios, Nanotrios e performances trazidas pelas bandas de percussão e marchinhas, marcadas, sobretudo, pela criatividade, colorido e alegria ímpar do carnaval de rua. As bandas, Microtrios e Nanotrios têm o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

À bordo do seu Microtrio, Sylvia Patrícia e Tuk Tuk Sonoro fizeram a alegria no Largo do Cruzeiro de São Francisco e homenagearam os 70 anos do Afoxé Filho de Gandhi, destacando os 45 anos de Ilê Ayê, os 40 anos do Olodum e a importância da matriz africana para a música. “O carnaval do Pelourinho é uma reformulada. A nossa idéia foi trazer o carnaval para perto dos foliões. Sair da velha estrutura, da megaestrutura, que virou o carnaval da Bahia. Esse é o terceiro ano que participamos através da Secult e essa é uma iniciativa de três mulheres que traz também a proposta de reunira família”, disse.

O Microtrio Marana (Bloquinho Marana e o Faraó) também inovou com o cantor Chico Gomes e seu trio, uma representação da Tenda do Faraó. “É importante estarmos no Pelourinho, que é referência para a cultura do Brasil, e é também a oportunidade de oferecer a experiência de um carnaval de rua com tamanho reduzido. Antes, trazíamos no trio peixinhos eletrizados e agora essa tenda. A estrutura é do escultor baiano Alex Sier e essa é uma boa chance também de dar oportunidade aos artistas plásticos de mostrar o seu trabalho através das alegorias que tanto abrilhantam o carnaval”.

Nas ruas, foliões e atrações em todos os cantos da velha cidade se misturavam e formavam um bloco só. O Cortejão Cultural teve início no final da tarde, com a apresentação de várias bandas, acompanhadas de suas performances: Bandão do Farias, com o Grupo Paió de Rua, Orquestra Os Franciscanos (kutakintê) e Escola de Samba Unidos de Itapuã (Bandão). Teve também Varal de Cordel (Bandão, Koru Cia de Dança e Folia Mamulengo), além de Bandão Turma do Bassa (Bandão e Filó Brincante) e Oficina de Frevos e Dobrados (Bandão).

Para Mercedes Garrós, percussionista e fundadora do Varal de Cordel, esse terceiro ano participando do carnaval na Secult é importante para homenagear os mestres como Bule-bule, entre outros., Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga. “No total, são 30 músicos na modalidade bandão e a homenagem aos mestres que já fizeram partede toda essa história é fundamental”.

Carnaval de Rua – Mais do que um resgate e reverência aos carnavais que atravessam séculos, no Pelô, do turista ao baiano, todos se divertiam e atestavam a tranqüilidade e encanto presente em cada esquina. “Eu vim de Maceió para curtir, aqui, o carnaval de Salvador. Amanhã, estou saindo no Kizumba, bloco afro. Essa é a quinta vez que venho e quero participar muito mais”, disse, encantado, Roberto Sandes, 54, com uma linda fantasia feita por ele mesmo, vibrante e colorida, comportando um chapéu de Pierrô. “Do lixo ao luxo, reaproveitei e aqui está o resultado, para curtir no Pelô porque é muito frevo, muito axé, paz e segurança. Tudo que a gente quer, está aqui”.

Para Patrícia Fiori, 58, moradora do bairro da Graça e nascida em São Paulo, o carnaval do Pelô é mais tranqüilo. “Não tem muvuca, nem muita gente bêbada. Aqui, tem criança, tem velho. Tem o melhor carnaval”, disse.

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