Capitão Alden protocola representação contra Kannário: “aqui nesta terra tem comando”

O deputado estadual Capitão Alden (PSL) protocolou nesta quinta-feira (07/03), no Ministério Público da Bahia, uma representação contra o cantor e deputado federal Igor Kannário.

De acordo com o parlamentar, nos dias 01 e 04 de março, o artista se apresentou no Carnaval de Salvador “vestindo uma fantasia que se assemelha a um uniforme militar, ostentando uma manicaca, ou seja, um distintivo de braço fazendo referência clara e indubitável a Facção Criminosa Comando da Paz”.

Na justificativa, Alden cita ainda o projeto anticrime do ministro  da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que considera “organização criminosa” qualquer grupo a partir de quatro pessoas “estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas” cujos integrantes atuem com o “objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais”. 

“Isso é uma medida importante já que, hoje, muitos governantes sequer admitem a atuação destas facções, tentando minimizar o poderio ilícito de seus integrantes. A conduta de Igor Kannário, que se definiu como COMANDANTE DO COMANDO DA PAZ, é um insulto à lei e aos bons costumes, e mais do que nunca, demonstra total dissonância com as diretrizes do governo federal que em um esforço hercúleo, tenta minimizar a dor e o sofrimento de milhares de famílias que sofrem ameaças e que tiveram seus entes queridos assassinados por estas organizações criminosas. Isso também é uma falta de respeito a estas famílias e vai de encontro as ideologias defendidas pelo partido que o acolheu que prega a justiça, a defesa da pátria, dos cidadãos de bem e dos agentes de segurança pública”, dispara o deputado estadual, que continua.

“Como se não bastasse, o Igor Kannário proferiu gestos obscenos em frente ao Camarote da PM, despeitando desta forma não só as organizações militares e os profissionais de segurança pública, como também, toda a sociedade baiana! Não podemos permitir, que determinados artistas, revestindo-se da sua condição musical, cometa atos que afrontem a lei e ao estado democrático de direito, promovendo a violência, a insegurança e incitando a desordem! É salutar o pluralismo, a diversidade e a participaçao de todos os atores sociais no carnaval, contudo, a liberdade jamais pode suplantar o direito à vida, à segurança e a incolumidade das pessoas. Esta na hora de mostrar que aqui nesta terra tem comando, ordem e que ninguém esta acima da lei!”, finaliza Capitão Alden.