HGRS registra queda de 30% no número de óbitos da emergência do hospital

Maior hospital público do Norte-Nordeste, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) reduziu em 30% o número de óbitos na urgência e emergência da unidade, na comparação entre 2019 e os três anos anteriores. Em termos absolutos, a instituição apresentou uma redução de 628 óbitos anuais, de acordo com o levantamento epidemiológico sobre mortalidade institucional, realizado pela Comissão de Revisão de Óbitos (CRO-HGRS).

A diminuição na incidência e prevalência de óbito hospitalar está associada à ampliação do número de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), readequação da emergência adulto, otimização do fluxo da gestão de leitos e melhor desempenho do sistema da Central Estadual de Regulação (CER). Com essas medidas implementadas, a partir de 2016, a taxa de mortalidade passou a ter redução estatística significativa.

Para se ter uma ideia, em 2013, somente 8% dos pacientes eram regulados. Hoje, essa taxa cresceu para 37%. Outro indicador relevante mostra que, em 2013, a ocorrência de óbitos nas dependências da unidade de emergência era em torno de 58%, comparados com os 36% do momento atual.

Diretor-geral do HGRS, o anestesiologista José Admirço Lima Filho credita, ainda, os bons resultados à expansão dos serviços de alta complexidade na instituição. “A redução da taxa de mortalidade é a característica do cuidado mais estreitamente ligada à missão das instituições hospitalares de saúde. E esse avanço é o espelho do investimento no hospital nos últimos três anos, não somente em equipamentos como hemodinâmica e bioimagem, mas também na mudança do gerenciamento dos processos”, afirma.

Na avaliação do gestor, a assistência, de um modo geral, tem melhorado. “É importante frisar que, mesmo com a reforma do centro cirúrgico, não tivemos impacto negativo nos índices de mortalidade. Pelo contrário, durante esse período, nós conseguimos bater recorde no número de neurocirurgias, com a abertura de novos turnos de trabalho. Além disso, nos últimos três anos, os leitos de terapia intensiva praticamente dobraram no HGRS e, consequentemente, passamos a ter condições de atender cada vez melhor os pacientes graves”, comemora.

CRO-HGRS

Com objetivo de monitorar, revisar e analisar todos os fatores correlacionados à mortalidade institucional, a Comissão de Revisão de Óbitos do HGRS foi instituída em 2011. Para obter os indicadores relacionados à melhoria da assistência e gestão hospitalar, os instrumentos utilizados são as fichas epidemiológicas elaboradas e atualizadas, anualmente, pela CRO e Comissão de Mortalidade Materno-infantil (CHMMI), prontuários de óbitos, guias do Instituto Médico Legal (IML) e as fichas de atendimento das unidades de emergência, disponíveis no Serviço de Arquivamento Médico (Same-HGRS).

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