“Bahia não acompanha redução de mortes violentas do país”, diz Targino ao comentar reportagem do IB

O deputado estadual Targino Machado (Democratas), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), classificou nesta segunda-feira (2) a situação da segurança pública no estado como “grave e muito preocupante”. O posicionamento do parlamentar ocorre após mais um final de semana violento em Salvador e região metropolitana, com 18 mortes registradas, conforme noticiado pelo Informe Baiano. Para ele, o caso não foi isolado e reflete a onda de violência que continua tomando conta do estado.

Targino afirma que a Bahia não acompanhou a redução do número de mortes violentas registrada no Brasil em 2019 e manteve, com larga vantagem, a liderança do ranking de homicídios no país. De acordo com o Monitor da Violência, levantamento feito pelo portal G1 com base em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal, a Bahia fechou 2019 com 5.099 mortes violentas, o maior número entre os estados, superando inclusive o Rio de Janeiro, que segue enfrentando uma crise na área da segurança pública e contabilizou 4.154 casos.

Em todo o Brasil, o levantamento aponta que foram registradas 41.635 mortes violentas no ano passado, contra 51.558 em 2018. Isso representa uma redução de 19,2% no números de óbitos. Na Bahia, a queda foi de 9,2% – saindo de 5.620 em 2018 para 5.620 em 2019. O estado ficou atrás até mesmo do Rio de Janeiro, que teve diminuição de 19,8%. Entre os estados nordestinos, a Bahia tem a segunda redução mais baixa, à frente apenas do Piauí, cuja diminuição das mortes foi de 6,5%.

“Tivemos mais um final de semana violento, com 18 vidas baianas perdidas. A situação se espalha pelas grandes e pequenas cidades, até mesmo na zona rural. Neste início de ano, tivemos diversos casos de roubo de gado em fazendas do Recôncavo. A Bahia segue tomada por uma onda de violência, uma situação grave e muito preocupante, sem que medidas efetivas sejam tomadas pelo governo”, critica Targino.

Entre os estados, o Ceará teve a maior redução, superior a 50%. No Nordeste, Rio Grande do Norte e Paraíba tiveram altos percentuais de queda (28,6% e 22,1%).

Para Targino, a Bahia continua com altos índices de violência por falta de uma política ampla, que envolva serviços públicos de qualidade, especialmente educação, e maiores possibilidades de geração de emprego e renda. “A Bahia continua com o pior ensino médio do país e no topo do ranking de desemprego, o que acaba refletindo nos índices de criminalidade. O mais grave é a falta de políticas sérias para reverter este quadro”, frisa.

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