Bolsonaro pede fim do confinamento e a favela adere ao panelaço; vídeos

O presidente Jair Bolsonaro pediu na noite desta terça-feira (24/03), durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão sobre a pandemia do coronavírus, a “volta à normalidade” e o fim do “confinamento em massa”, apesar das recomendações de especialistas, governadores e prefeitos para que o povo fique em quarentena. Paralelo a declaração, a população que mora nas bairros nobres e pobres bateu panela em protesto contra o capitão reformado. Em Salvador, as manifestações aconteceram em todos os bairros. Veja abaixo dois vídeos!

No pronunciamento, Bolsonaro defendeu a reabertura do comércio e das escolas. Ele afirmou que são “raros” os casos de morte de pessoas com menos de 40 anos e que estão em grupo de risco os que têm mais de 60 anos.

“Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de ‘terra arrasada’, com proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco são pessoas acim a de 60 anos, então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas com menos de 40 anos de idade”, declarou.

O tom do pronunciamento contraria os reiterados apelos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que as pessoas não saiam de casa, como forma de evitar a contaminação e a disseminação do vírus.

“Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos e o sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, acrescentou.

De acordo com o Ministério da Saúde, até esta terça, foram registradas 46 mortes no Brasil em razão da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Além disso, segundo o ministério, há 2,2 mil casos confirmados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que há no mundo mais de 375 mil casos de coronavírus, com 16,3 mil mortes confirmadas, em 195 países.

Para Bolsonaro, não se pode ter “pânico” ou “histeria” porque “o Brasil tem tudo para ser uma grande nação”.

“Percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou o editorial. Pede calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleçam entre nós. O vírus chegou e está sendo enfrentando por nós e brevemente passará”, afirmou o presidente.

Em outro trecho, Bolsonaro afirmou que não precisa se preocupar com o coronavírus porque tem “histórico de atleta”. Ele voltou a dizer que “nada sentiria” se contraísse uma “gripezinha” ou “resfriadinho”.

Campanha “A favela contra o coronavírus”

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