Última viga do governo: quem será o próximo a cair? Guedes ou Bolsonaro?

O ex-juiz que sacudiu o Brasil ao condenar e mandar o ex-presidente Lula para a cadeia, agora leva Jair Bolsonaro a cometer, talvez, a falha mais grave de sua gestão e de sua articulação política. Sérgio Moro pediu demissão, mas o problema não é a demissão de Moro e sim o conjunto da obra. Vejamos!

Moro apontou que Bolsonaro tentou interferir em investigações da Polícia Federal, inclusive, casos que estão no Supremo Tribunal Federal. Ou seja: crime de responsabilidade. É a senha que o Congresso Nacional precisava para iniciar o processo de impeachment. Esse é o X da questão, “praticamente fez uma delação premiada”, como bem apontou o senador baiano Angelo Coronel, que ainda prometeu convocar Moro para a CPMI das Fakes News. Alguma dúvida que lá vem bomba?

Além disso, nesse lamaçal, há inúmeras brigas com aliados que ajudaram a eleger o presidente, a exemplo das deputadas federais Joice Hasselmann e Dayane Pimentel, vítimas constantes do “Gabinete do Ódio”. Aliás, é esse “departamento quase secreto”, supostamente comandado por Carlos Bolsonaro, que provocou toda essa celeuma. Enquanto isso, o ex-capitão está atolado com os senhores Queiroz, Roberto Jefferson e outras figuras polêmicas.

Não podemos deixar de citar ainda as demissões motivadas por ideologias e atritos públicos de figuras importantes, como Gustavo Bebbiano (que morreu de desgosto) e Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde com mais de 70% de aprovação. Todos estão errados e Bolsonaro está certo? O presidente consegue fazer mais confusão no exercício do cargo, que exige serenidade, do que na campanha política. Acredito que surpreendeu até os mais fanáticos simpatizantes. Coitado de Carlos Vareza!

Por enquanto, fechada mesmo com o presidente está apenas a doce ingênua namoradinha do Brasil, Regina Duarte. Até o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, pelo que sabemos, já planeja retorno para o Chile, onde deve ser estagiário da equipe econômica. A última viga do governo vai cair.

Paralelo a isso tudo, o Brasil confirma mais de 50 mil casos de coronavírus, doença que Bolsonaro classificou como “resfriadinho”. Definititavamente, Bolsonaro e seus filhos precisam entender que o país não é um jardim de infância.

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