De Cajazeiras, vendedora de frutas agredida após espirro em ônibus recebe apoio da prefeitura

Agredida por passageiros, após ter espirrado em um ônibus de Salvador, Cintia Santos, moradora do bairro de Cajazeiras, de 27 anos, aceitou a vaga oferecida pela Secretaria Municipal de Promoção Social de Combate à Pobreza (Sempre) na Unidade de Acolhimento Institucional, em Ipitanga, para usuários de substâncias psicoativas.

O caso foi denunciado pelo Informe Baiano na quarta-feira (06/05). A vítima, que trabalha vendendo frutas e também limpando terrenos abandonados, foi expulsa do veículo que fazia a linha Estação Pirajá x Mata Escura a ppontapés. Já na noige de ontem, Cíntia esteve no Hospital Eládio Lasserre pedindo ajuda, pois estava com um dos braços quebrados. Um segurança da unidade ofereceu máscara a mulher e prestou apoio. Assista abaixo o momento em que ela foi agredida no ônibus coletivo.

Com a equipe da Sempre, a secretária Ana Paula Matos e a diretora de Proteção Social Especial, Juliana Portela, visitaram a casa em que a mulher reside, na tarde desta sexta-feira (08/05), para, além de oferecer a vaga na unidade, prestar assistência social à família.

Na Unidade de Acolhimento, Cintia será encaminhada imediatamente para iniciar o tratamento contra o uso de substâncias psicoativas e receberá atendimento de equipes multidisciplinares compostas por assistente social, auxiliar de enfermagem, cuidador, educador social e psicólogo. No local, são ofertados três refeições diárias, além de disponibilização de kits de higiene pessoal.

Após conversar com Cíntia, a secretária Ana Paula Matos demonstrou confiança na recuperação da nova assistida. “Esse é um momento muito difícil e delicado para todos nós. A violência contra a mulher precisa ser combatida e punida com todo o rigor. A nossa torcida é que Cintia consiga se livrar da dependência química e resgatar a autonomia dela em nossa unidade de acolhimento. Ela foi muito elogiada pelas pessoas na comunidade. Vi nos olhos dela que realmente deseja mudar e acreditamos muito nisso”, afirmou.

Amaltina Felipe dos Santos, mãe de Cíntia, também demonstrou otimismo em relação à filha. “Essa vaga na unidade é o meu melhor presente de Dia das Mães que eu poderia ganhar. Não a vejo como uma usuária de drogas. Ela é e será para sempre a minha menina. Agradeço a todos os envolvidos pela oportunidade que estão dando a ela e o apoio a todos nós”, declarou.

Assistência à família

Para além do acolhimento e da oportunidade de tratamento, assistentes sociais e técnicos do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) da Sempre também acompanharam a família (três adultos e duas crianças) de perto.
A Sempre ofertará, ainda, cesta básica, kit higiene, kit limpeza à família de Cíntia, a fim de minimizar os impactos provenientes da insegurança alimentar. O Cras Cajazeiras intermediará o recebimento de benefícios sociais e continuará acompanhando o núcleo familiar para que sejam levantadas todas as necessidades e adotadas as providências cabíveis no sentido de ajudar no resgate da autonomia dos assistidos.

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