Mais de 4 mil animais são devolvidos à natureza pela Polícia Ambiental

Mantido como bichinhos de estimação por grande parte da população, as aves, em especial, os passarinhos, são as principais espécies mantidas em cativeiros. De janeiro a maio deste ano, cerca de quatro mil animais de diferentes espécies foram resgatados pelas três unidades de Polícia Ambiental que atuam em Salvador, Região Metropolitana e interior do estado.

Nesta sexta-feira (5), data em que é comemorada o Dia Mundial do Meio Ambiente, a SSP além de destacar o trabalho desenvolvido pelas companhias Independentes de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa, em Salvador, e Cippas, em Porto Seguro e Lençóis), reforça os riscos à natureza ao manter qualquer espécie longe do seu habitat.

“A falta de educação e de responsabilidade das pessoas tiram desses animais o direito que eles têm de procriarem e fortalecerem a natureza. Esquecem que atitudes como essas comprometem o meio ambiente, a procriação da espécie e influenciam diretamente na extinção deles. São situações como essas que nossas equipes encontram diariamente. Continuaremos firmes nessas ações de combate a crimes ambientais, afinal, não são delitos bobos como muitos pensam, são crimes que afetam a biodiversidade e a vida humana”, garantiu o comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), coronel Sérgio Freire.

Além dos resgates, a Coppa e as Cippas também atuam bravamente em situações que envolvem a extração irregular de madeiras, combate a queimadas, apreensões de armas e armadilhas utilizadas para caça, abordagens em embarcações no combate a pesca proibida, pontos de desmatamento, dentre outros delitos.

Mais de 4 mil animais são devolvidos à natureza pela Polícia Ambiental

Neste mesmo período, cerca de 100 pessoas foram conduzidas para unidades da Polícia Civil, 45 presas em flagrantes, além de aproximadamente 135 armas (de fogo e branca) apreendidas, pelas unidades de Polícia Ambiental, nas ocorrências atendidas.

O delegado plantonista da 1a Delegacia Territorial (DT) de Porto Seguro, Laerte Eduardo Neto, lembrou que, muitas pessoas não acreditam que cometer um ato contra à natureza podem levá-las a responder judicialmente. “A lei de crimes ambientais 9605/98 possui vários tipos penais que envolvem delitos contra fauna, flora. Esta mesma lei diz que o meio ambiente é considerado um direito fundamental. Então, se for provado que uma pessoa cometeu alguma prática de crimes prevista nessa lei, ela vai sim, responder por isso”, pontuou o delegado.

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