Vítimas de violência sexual são atendidas no Hospital da Mulher durante pandemia

O Serviço de Atendimento às Mulheres que foram Expostas à Violência Sexual (AME),oferecido pelo Hospital da Mulher, no Largo de Roma, na Cidade Baixa, em Salvador, mantém o seu atendimento 24 horas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).Inaugurado em 2017, o serviço recebe mulheres e adolescentes de toda a Bahia. Até o mês de junho, 589 pacientes foram recebidas na unidade, sendo 80% da capital e 20% do interior do estado. Em caso de dúvidas sobre o funcionamento do serviço, a mulher ou adolescente pode ligar para o telefone (71) 4141-6520, em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

A coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital da Mulher, Mariana Britto, revelou que o número de registros de novos casos tem diminuído, durante a pandemia. “Mas a gente também sabe que a violência não diminuiu e a gente continua funcionando do mesmo jeito”. Segundo ela, o primeiro atendimento é necessariamente presencial, a mulher precisa se dirigir até a unidade. É importante que a mulher venha procurar ajuda. Às vezes, elas ficam com receio de vir ao hospital, devido ao coronavírus, mas a gente tem tomado todas os cuidados”, destacou.

Canais de acompanhamento

Mariana Britto também informou que o AME estabeleceu canais de acompanhamento para que a mulher não precise voltar à unidade após o primeiro atendimento presencial. “Nossas pacientes, que já estão sendo acompanhadas, continuam sendo cuidadas. Nós estamos trabalhando através de teleatendimento, videochamadas e, quando necessário, nos casos mais urgentes, a paciente vem para ser atendida aqui, com todo o cuidado. É importantíssimo que as pessoas não deixem de buscar ajuda”.

Ainda de acordo com a coordenadora, o serviço AME atende à mulher integralmente por um serviço multidisciplinar com duas assistentes sociais, duas psicólogas, médicos ginecologista e infectologista, enfermeiras, técnicas de enfermagem e farmacêuticas. “Nós acreditamos que não é possível a violência sexual ser tratada apenas por uma especialidade, é um fenômeno muito complexo. Por isso, nós temos também parcerias com alguns órgãos, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o Samu, o IML”.

Atendimento

Para Mariana Britto, é importantíssimo que a mulher que sofreu a violência procure o serviço o mais rápido possível. “A gente tem um protocolo de medicações que precisam ser aplicadas em até 72 horas, para a eficácia na prevenção de algumas doenças, como as sexualmente transmissíveis”. Segundo ela, o apoio psicológico também é importantíssimo. “Essas mulheres, quando chegam aqui, não passaram apenas pela violência sexual, algumas já vêm passando por vários outros tipos de violência. Então, talvez, somente com esse suporte multidisciplinar e com o apoio da psicologia ela vai conseguir ressignificar o que aconteceu e voltar para a sua vida, para o seu trabalho. A nossa equipe do Hospital da Mulher é treinada para acolhê-la e levá-la para o serviço sem que ela tenha que passar por outras partes do hospital”.

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