“Achava que era assexual”, diz maçom sobre ex-grão-mestre suspeito de abusar 14 mulheres; assista live de uma das vítimas

“Tamanha aparentava ser sua evolução espiritual, eu achava que era assexual. Agora essa questão da manipulação pictórica realmente existia, sem dúvidas”, disse sob a condição de anonimato ao Informe Baiano, um membro da Loja Professor Raimundo Varela, que fica dentro da Fundação OCIDEMNTE (Organização Científica de Estudos Materiais, Naturais e Espirituais, no bairro de Stella Maris, em Salvador.

Reportagem devastadora do Fantástico, exibida domingo (02/08), apresenta denúncias contra o ex-grão-mestre da Maçonaria da Bahia, Jair Tércio Cunha Costa. O homem é alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia motivada por denúncias de abusos sexual e psicológico. Catorze mulheres já prestaram depoimentos e outras vítimas vão conversar com a promotora responsável pela investigação, Sara Gama, durante essa semana.

“A maioria está surpresa, triste, não é um caso comum e nem é normal. A Ordem ela é formada por pessoas sérias. Dentro da maçonaria hoje há dois grupos: um não gosta dele e diz que essas acusações realmente são verdadeiras, tanto é que ele foi desligado. O outro tem dúvidas, afinal de contas, muitas dessas pessoas foi ele que iniciou na Ordem. Agora, isso não tem nada a ver com a Ordem Maçonica na Bahia. Até porque mulher não participa da Maçonaria, somente homem. As sessões brancas é que contam com a presença da família e ocorrem geralmente apenas duas vezes ao ano. O ato é dele”, disse o integrante da Ordem ao acrescentar que “se comprovado, estamos falando de uma pena de mais de 100 anos. É algo gravíssimo”.

A Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (GLEB), inclusive, divulgou um comunicado internamente, onde suspende os “direitos maçônicos do Irmão Jair Tércio Cunha Costa, Past Grão-Mestre da GLEB, filiado a ARLS Templo de Isis Nº 42, Oriente de Salvador, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias”. A decisão pontua ainda que “este prazo poderá ser prorrogado”.

Em uma live, uma das vítimas, a pedagoga e doutora em Educação Tatiana Badaró, relata que fez parte do grupo por 12 anos e o homem é um “abusador da fé”. “Toda minha vida era determina por esse falso guri”, denuncia a mulher de 33 anos. Assista abaixo!

Defesa de Jair Tércio

Jair Tércio foi afastado cautelarmente pela maçonaria para exercer seu amplo direito de defesa. Seu advogado, Fabiano Pimentel, afirmou em nota que “os fatos narrados não condizem com a conduta de seu cliente e o mesmo afirma jamais ter agido com violência em seus relacionamentos afetivos”.
“Apesar da sua trajetória no campo dos estudos da espiritualidade, nunca se intitulou como ser humano especial, tampouco tirou nenhum tipo de vantagem ou proveito desta posição. Os fatos serão esclarecidos durante o curso do processo. A defesa reitera que o sr. Jair Tércio está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos e que os fatos serão esclarecidos durante o curso do processo”, conclui o comunicado.

Nota da Fundação OCIDEMNTE

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