Elevador Lacerda lembra conscientização contra doença falciforme

O Elevador Lacerda, um dos principais cartões-postais da cidade, está iluminado com a cor vermelha, em apoio ao Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, lembrado em 19 de junho. O equipamento permanece assim até o dia 25 de junho. A cada 650 crianças que nascem na Bahia, uma possui a doença, uma média de 65 casos por ano. Já os casos de bebês que apresentam os traços da doença, a proporção é de uma para cada 17 nascidos.

A doença falciforme é genética, mais comum na população negra, que produz um tipo de alteração na hemoglobina. A forma mais grave da patologia é a anemia falciforme, que ocorre quando a criança herda o gene do pai e da mãe. Porém, quando o gene é adquirido de apenas um dos pais, ela apresenta apenas traços, mas não possui a enfermidade. Cerca de 3,5 mil pessoas são diagnosticadas com esta doença, todo ano, no Brasil.

A detecção da doença é feita por meio do exame eletroforese de hemoglobina. Já o teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce da doença falciforme. Os sintomas podem se manifestar de formas variadas em cada pessoa, mas geralmente os pacientes reclamam de anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e dores em músculos, ossos e articulações.

A doença ainda não tem cura, mas pode ser controlada por meio de medicamento. Este é o exemplos de André Gomes, 32, que foi diagnosticado com a doença quando tinha 1 ano e oito meses. “A minha diferença para as pessoas que não possuem a doença é a capacidade de esforço físico. Sinto muito cansaço, dores, principalmente quando a temperatura cai”, explica o paciente que é atendido no Multicentro de Saúde da Carlos Gomes. O Multicentro atende 64 adultos e 128 crianças todo mês.

Reconhecido como referência no tratamento da doença falciforme, o Multicentro da Carlos Gomes é responsável pelo acompanhamento dos pacientes encaminhados por outras unidades de saúde. Lá, os pacientes não diagnosticados podem fazer um exame para detectar a doença. Já os pacientes que já possuem o diagnóstico poderão realizar os exames periódicos para controle da doença, além de contar com uma equipe composta por dois assistentes sociais, dois nutricionistas, dois enfermeiros, dois psicólogos, três técnicos em enfermagem e dois médicos hematologistas.

Atualmente, Salvador conta com dois centros especializados em tratamento da doença falciforme, um é o Multicentro da Carlos Gomes, localizado na Rua Carlos Gomes, 270, no Centro, o outro é o Centro de Saúde Professor Eduardo Araújo, situado na Av. Ypiranga, S/N – Vale das Pedrinhas. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

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