Na maratona contra Escola sem Partido, Bacelar diz que projeto se baseia em “suposições”

Em mais uma rodada de debates acalorados sobre o projeto Escola sem Partido, nesta quarta-feira (5), na Câmara, o deputado federal Bacelar (Podemos-BA) voltou a alertar sobre os riscos da aprovação da matéria.

Para Bacelar, o texto é baseado em “suposições” da prática de doutrinação nas escolas. “Não existem dados científicos que atestem a doutrinação em sala de aula. Temos 250 mil escolas da educação básica e três milhões de professores, no país, e uns poucos casos esdrúxulos que foram apresentados nesta Casa. São apenas suposições que constam no projeto, o que é inaceitável”, argumentou.

O deputado considera que a maior deficiência da proposta está em dar precedência aos valores familiares sobre a educação escolar. “Que valores são esses? Visíveis ou invisíveis? Muitas vezes o valor invisível de uma família é acobertar violência contra menores, e é na escola que as crianças terão os esclarecimentos. Valores de todo tipo de família ou só da união entre homem e mulher?”, questionou.

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