Lava Jato: rasgaram a Constituição e a justiça tornou-se “rasa como pires”. Por Plácido Faria

Desde que foi proclamada a república, o Brasil vive aos trancos e barrancos, rumo a uma estabilidade democrática. Apesar dos percalços da história cíclica, onde o tempo é indivisível, devido a alternância da ida e vinda no mesmo ciclo, aberturas e fechamentos, um fato é inconteste: as ditaduras, neste período, nunca abdicaram da nossa soberania, enfim, sempre foram nacionalistas.

Neste momento, único na história do Brasil, estamos vivendo outro tipo de situação, a saber: a ditatura financeira do capital flutuante (leia-se ocupação do nosso país, sem utilização de aparato bélico, pelos EUA).

Casualidade não existe, porém, causalidade. O impeachment teve com causa a tomada do poder a fim de que a as nossas riquezas deixassem de pertencer ao povo brasileiro e fossem desnacionalizadas. Realizando-se uma verdadeira ocupação do capital estrangeiro em nosso país. Assim, acima da lei ou fora da lei, vive a nossa querida nação. A guerra no Brasil, como também ,na América Latina é diferente, trata-se de uma operação, sem custos para os estadunidenses. É só lucro, aqui a invasão é sofisticada, revestida pela aparência do capuz da legalidade. Os prepostos dos interesses internacionais, são políticos e empresários que recebem um “troco” pelo serviço prestado.

O estado de anomia social é antigo no nosso país. A aludida situação caracteriza-se pela falta de objetivos e regras de perda de identidade, provocado pelas intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno. Atualmente, o instrumento principal e dilacerante que desobedeceu a lei, causando o maior desserviço ao judiciário e à democracia foi a operação lava-jato, senão vejamos.

Depois da ação penal 470 -o mensalão- o judiciário não resistiu mais à tentação dos holofotes. Assim, o juiz de Curitiba, que sempre demostrou uma inescondível paixão pelos processos que conduzia ILEGALMENTE, visto que, juridicamente, legalmente, se preponderasse a lei não seria ele o julgador promoveu um grande estrago no nosso país. Na primeira denúncia, dos seis fatos criminosos assinalados pelo Ministério Público, nenhum deles ocorreu fora de São Paulo. Um dos mencionados pela acusação foi repetido 70 vezes e o outro, 413 vezes. Nunca fora de São Paulo, sempre nos limites da grande metrópole. Fato que nulifica todos os processos, se não fosse o estado de exceção preponderante no Brasil, onde rasgaram a Constituição Federal e a justiça tornou-se “ rasa como pires”.

É verdade que algumas pessoas integrantes do PT e, ligadas ao partido, se lambuzaram com a corrupção. Sucede que nada justifica o abandono do ordenamento jurídico, notadamente da Constituição Federal. Neste caso, o exemplo foi péssimo, substituiu-se a ordem pela desordem, a opinião pública, parecendo biruta de aeroporto, batia palmas para um juiz que não tem a qualidade da imparcialidade para exercer a magistratura. O resultado estamos vivenciando. Vale frisar que o processo de empobrecimento dos brasileiros, a ab-rogação das conquistas sociais, estão apenas começando, o Brasil encontra-se dependente e dominado pela ditadura financeira de grupos estranhos à nação.

Ademais, devido ao comportamento acima citado e a omissão dos Tribunais Superiores, recentemente as decisões do Supremo não têm sido respeitadas. Assim, os três poderes conspurcaram contra a democracia, tudo isso for realizado e arquitetado pelos grupos econômicos internacionais, que queriam tomar nosso Brasil de “assalto” e, ainda, botaram os membros de expressão do judiciário para chafurdarem na lama. Eles estão com as “mãos limpas”, não precisaram de aparato bélico para que tomassem o nosso território. Hoje, o Brasil não pertence aos brasileiros.

Como assinalado, o juiz Sergio Mouro não poderia ser julgador dos processos da Lava-jato e por que foi? E por que o Supremo calou-se? São perguntas que merecem uma reflexão mais profunda sobre o tema. Além do mais, se competência tivesse, deveria ser declarado suspeito, porque age de forma parcial e muito longe do cientificismo jurídico. Mal conduzida, propositadamente, a operação Lava-jato, custou institucionalmente o assassinato da democracia e na economia um custo imediato de mais de R$ 200 bilhões do PIB e de solapa milhões de empregos, levando um pais que era exemplo de prosperidade para a depressão.

A elite, a imprensa e os membros de expressividade dos poderes, como também, alguns Promotores e Procuradores da República têm algo em comum, a saber: vontade compulsiva de aparecer e profundo desprezo pelo Brasil.

A pergunta que não quer calar: dos poderes da República Federativa do Brasil, qual o mais deformado?? Pergunta que deixo para reflexão dos leitores, em virtude de pessoalmente não ter com responder.

 

Plácido Faria
Advogado e comentarista político
placidofaria@yahoo.com.br