Não há previsão de reajuste de combustíveis, de acordo com a Petrobrás

A Petrobras informou através de comunicado nesta segunda-feira (04) que “não há previsão”, neste momento, de reajuste nos preços de comercialização de gasolina e diesel, em meio a expectativas do mercado de que uma redução seria anunciada hoje.
“Sobre o assunto, vale esclarecer que a companhia avalia permanentemente a competitividade de suas práticas e condições comerciais”, disse a estatal em comunicado.

Analistas afirmaram que uma redução nos preços dos combustíveis seria muito negativa para a Petrobras, uma vez que aumentaria a pressão sobre o fluxo de caixa da estatal, que busca se recuperar de prejuízo de R$ 36,9 bilhões no quarto trimestre.

Nesta segunda, as ações preferenciais da Petrobras recuaram 9,3%, enquanto as ações ordinárias recuaram 8,8%, também pressionadas pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.

As notícias também derrubaram ações de empresas do setor de açúcar e etanol, produto concorrente da gasolina no Brasil. O papel da Cosan fechou em baixa de 7,82%, maior declínio percentual diário desde agosto de 2011.

Um corte nos preços patrocinado pelo governo federal, sócio majoritário da Petrobras, poderia ajudar na criação de uma agenda positiva, com a redução de pressões inflacionárias, diante das dificuldades políticas enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff, de acordo com a Reuters.

Na avaliação do presidente da consultoria de açúcar e etanol Datagro, Plinio Nastari, feita à agência, seria populismo reduzir o preço agora, até porque o preço da gasolina vendida às distribuidoras no Brasil está mais baixo do que o produto importado entregue no mercado brasileiro, considerando custos como frete marítimo, entre outros.

No domingo, o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, noticiou que a Petrobras deveria anunciar nesta segunda-feira aredução dos preços ddos combustível, o que levou à queda das ações da estatal nesta segunda na Bovespa.

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