Atacada por filho de Bolsonaro, Dayane Pimentel aponta loteamento dos cargos públicos e funcionários fantasmas

A deputada federal e presidente do PSL na Bahia, Professora Dayane Pimentel, respondeu a ataques feitos, na noite desta terça-feira (21/04), pelo vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República Jair Bolsonaro. O filho do presidente, em postagem no Twitter, afirmou que Bolsonaro não utilizou a imagem de pessoas do Nordeste, como a deputada federal, para alavancar seu nome quando ainda era pré-candidato. A Professora Dayane apontou que a afirmação de Carlos não tinha lastro na realidade.

Em resposta ao filho de Bolsonaro, a parlamentar baiana exibiu um vídeo no qual o ainda candidato falava, em entrevista à RedeTV, que tinha pessoas no Nordeste que lhe apoiavam. “Tem pessoas maravilhosas que me ajudam no Nordeste, como o Julian Lemos, na Paraíba, o Heitor Freire, no Ceará, a Professora Dayane Pimentel, na Bahia. Lideranças que nasceram do nada e, com verdade, vêm fazendo nosso nome, juntos, em mídias sociais”, disse o então presidenciável, no vídeo citado.

“O deputado Jair Bolsonaro me definiu como sua liderança na Bahia, na época em que ele tinha somente 2% das intenções de voto”, disse a Professora Dayane Pimentel. Ela continuou: “Apoiei o então pré-candidato quando ele tinha somente 2% das intenções de voto e rompi quando ele já estava no auge do poder, pois não poderia concordar com a prática que não era igual ao discurso de que não haveria loteamento de cargos em troca de apoio”.

Fantasmas e loteamento dos cargos públicos

A parlamentar baiana ainda ressaltou, nas respostas a Carlos Bolsonaro, que ela tem ficha limpa e não é investigada por acomodar fantasmas no gabinete. “Sou pequena, sim. Talvez se eu abrisse meu gabinete para funcionários fantasmas eu estivesse maior”, respondeu a parlamentar ao filho do presidente, pelo Twitter.

A parlamentar baiana ainda respondeu a Carlos, no mesmo tweet: “Sua preocupação deveria ser o loteamento que seu pai está fazendo com os cargos públicos. Não gosta do centrão, né?”. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro, como vem sendo noticiado pela imprensa nacional, tem conversado com nomes da velha política como Roberto Jefferson (PTB) e Waldemar Costa Neto, ambos condenados pela participação no Mensalão petista.

O secretário-geral do PSL na Bahia e ex-secretário de Trabalho, Esportes e Lazer de Salvador, Alberto Pimentel, salientou: “Minha esposa gastou quatro anos da vida dela defendendo Bolsonaro e os filhos. Ela costumava tirar da cabeça das pessoas que eles eram agressores de mulheres. Hoje ela, Joice Hasselmann, Janaína Pascoal, dentre outras, são vítimas de várias agressões verbais deles e do Gabinete do ódio”.

Em outro tweet, a deputada federal mostrou que, em 13 de outubro de 2016, ou seja, dois anos antes das eleições na qual Bolsonaro foi eleito, ele postou vídeo da então somente professora, agradecendo a ela pelo apoio. O irônico é que o presidente também postou, em 25 de janeiro de 2018, outro vídeo da Professora Dayane cujo título era “A ´governabilidade’ do atraso”. “O presidente, agora, busca o construir o mesmo tipo de governabilidade que ele criticou no passado”, lamentou Dayane Pimentel.

A Professora Dayane Pimentel está iniciando o seu segundo ano como deputada federal e salienta que iniciou a luta contra o petismo na época em que iniciaram os movimentos pela saída de Dilma Rousseff da Presidência da República. Enfatiza as bases conservadores e cristãs, além do ser mãe, que norteiam sua atuação política. Em seu primeiro ano, foi eleita pelo Ranking dos Políticos como a melhor parlamentar da Bahia, além de ser a única do estado a receber nota dez pelo Instituto Monte Castelo.

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