Coronavírus: morrem mais jovens obesos que idosos

Obesidade é o segundo principal fator de risco para covid-19, depois da idade avançada

As doenças crônicas associadas à obesidade, como Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus, agravam o quadro de pacientes acometidos pela covid19. No Brasil, 57% dos adultos estão acima do peso ideal e 20% dos brasileiros são obesos. Pelos dados do Ministério da Saúde, a mortalidade dos jovens obesos é mais alta do que os idosos obesos com coronavírus. Entre aqueles com menos de 60 anos, o percentual de morte é de 57%, e com mais de 60 anos, a mortalidade chega a 43%. Uma pessoa é classificada com excesso de peso quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 25 kg/m² e classificada com obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m².

“A obesidade é um fator de risco para as formas graves da doença, com aumento da mortalidade por coronavírus, o que preocupa os médicos”, comenta a doutora Ronna Velloso, endocrinologista do Plano Boa Saúde, do Grupo Vitalmed. Isso ocorre por haver uma disfunção no sistema imune no obeso, aumentando a susceptibilidade às infecções a à morte por sepse, que é a infecção generalizada associada a falência de órgãos. Portanto, a covid-19 amplifica a resposta inflamatória já originalmente aumentada nos indivíduos obesos.

A endocrinologista orienta que o portador de obesidade deve buscar tratamento adequado, além de respeitar o isolamento social e redobrar a higiene pessoal para evitar o contágio pelo vírus. “A alimentação saudável, sem consumo excessivo de calorias, e a prática de exercícios físicos regulares, mesmo em ambiente domiciliar, são essenciais para fortalecer a imunidade e para a manutenção do peso adequado, tornando os praticantes distantes de outras doenças”, recomenda a doutora Ronna.

Nessa quarentena, é possível se exercitar em casa, subindo escada, marchando sem sair do lugar e realizando algumas tarefas domésticas. “Seria importante a orientação de um educador físico online que recomendasse a séria correta de exercícios”, diz a endocrinologista. Ela alerta, ainda, para a necessidade de algumas medidas de proteção, como estar com vacinas em dia, principalmente, contra gripe e pneumonia, evitando assim infecções secundárias.

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