Depois da crise: como captar recursos financeiros para o negócio após a pandemia 

Mais do que um problema de saúde pública, o novo coronavírus tem afetado fortemente a atividade econômica no Brasil. Cerca de setenta por cento das empresas hoje em funcionamento no País relatam efeitos negativos em seus negócios advindos da pandemia. É o que apontam os dados da Pesquisa Impacto da Covid-19 nas empresas, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Segundo a pesquisa, as pequenas e médias empresas foram as que mais sentiram a crise do coronavírus na comparação com aquelas de grande porte. Em relação ao segmento de atuação, as mais impactadas foram as de serviços (74,4%), seguidas pelas da indústria (72,9%), construção civil (72,6%) e do comércio (65,3%).  

Nesse cenário, de acordo com o sócio da PwC Brasil e líder da área tributária no Nordeste, Vandré Pereira, preservar o caixa e aguardar um horizonte menos incerto pode ser uma atitude necessária para seguir com a política de investimentos. O especialista acredita que, com a crise provocada pela pandemia, as empresas terão que buscar novos formatos, seja para a expansão das atividades ou para reestruturar o que tem sido feito.  

“Atrair capital de terceiros para o negócio, de novos investidores, pode ser um caminho de sobrevivência para muitas organizações”, avalia Vandré. Mas como captar recursos financeiros após esse período de turbulências causadas pela pandemia? O sócio da PwC Brasil enumera algumas alternativas.  

Financiamentos/empréstimos bancários – De acordo com o especialista, os bancos de desenvolvimento regionais têm capilaridade para disponibilizar recursos com taxas atrativas, tanto para investimentos de longo prazo quanto para alívio de caixa mais imediato.  

Fundos de private equity – Vandré explica que esse modelo de captação possui foco maior em empresas familiares, com potencial de crescimento, no qual um fundo aporta capital, organiza os negócios, permanece certo tempo na empresa, potencializa os retornos e, posteriormente, pode até vender  a sua participação para um novo “investidor’. 

Abertura de capital na bolsa de valores (IPO) – Já esse caso é direcionado para companhia com governança corporativa instalada, necessidade de auditoria independente, com possibilidade de captação de recursos no mercado financeiro. 

Microcrédito – Essa modalidade é mais voltada mais para capital de giro das empresas, para satisfazer a necessidade de caixa do dia a dia.  

Debêntures – É uma maneira de utilizar o mercado de capital para captar recursos, pagando uma taxa de juros competitiva aos subscritores desses títulos. 

Com os próprios sócios da empresa – Isso pode acontecer através de empréstimos (“contratos de mútuo”) a taxas de mercado ou, também, pela via de manutenção de lucros, dividendos e juros sobre o capital dentro da empresa para reinvestimento no próprio negócio. 

Venda de ativos – Vandré explica que a venda de uma parte da operação ou mesmo de alguns bens do patrimônio é um mecanismo utilizado não apenas para captar recursos, mas também, às vezes, como parte da estratégia da empresa para reestruturação do seu propósito comercial e de mercado. 

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