Compra de vacinas pela rede privada é alvo de críticas de vereadores de Salvador

Os vereadores Marta Rodrigues (PT), Maria Marighella (PT), Anderson Ninho (PDT), Augusto Vasconcelos (PCdoB) e Hélio Ferreira (PCdoB) criticaram a possível permissão de comercialização de vacinas da Covid-19 pela rede privada e temem que a medida comprometa o Sistema único de Saúde (SUS).

Líder da Oposição na Câmara Municipal de Salvador, Marta lembra que em Salvador a maioria da população é negra e pobre, e portanto, está mais vulnerável a apresentar comorbidades que agravam a doença.

“É completamente antiético e imoral a rede privada querer passar por cima do Programa Nacional de Imunizações, que prevê vacinação prioritária de pessoas mais vulneráveis e que dependem da saúde pública. Aqui em Salvador, a população negra, ou seja, a maior parte dos moradores, é a mais afetada pelas comorbidades que agravam a doença como estudos já apontaram”, declarou. A edil considera ser urgente que o município fortaleça e melhore a cobertura na atenção básica de saúde.

Novata, Maria Marighella (PT) acredita que a “ineficácia do plano apresentado pelo governo Bolsonaro favorece a mercantilização da vacina e das nossas vidas. A vacina deve ser disponibilizada para TODAS as pessoas!”.

Também novo na Casa Legislativa, o pedetista Anderson Ninho, que tem forte atuação em bairros populares, escreveu no Instagram que a ação da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), que negocia com um laboratório a aquisição de 5 milhões de doses da vacina, é mais “um duro golpe contra os mais humildes”. “Ricos e pobres devem ser tratados de maneira igual!!! A desigualdade precisa ser combatida e não podemos nos calar”, desabafou Ninho.

Discursos semelhantes foram adotados pelos comunistas Augusto Vasconcelos e Hélio Ferreira.

“Permitir a venda de vacinas, antes da vacinação gratuita ofertada pelo SUS, vai exacerbar as desigualdades desse cruel sistema capitalista. Na prática, quem tiver dinheiro vai passar na frente, enquanto a imensa maioria de pobres ficará sem proteção. Saúde não é mercadoria!”, afirmou Augusto.

“É algo inaceitável. Já vivemos em um país muito desigual e tomar uma atitude dessa é aumentar ainda mais o contraste que existe na sociedade. O correto é vacinar toda a população de forma igual para que a gente consiga acabar de vez com o coronavírus”, destacou Hélio Ferreira.

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