Respeito a centenária milícia de bravos da Bahia

Por Ramon Margiolle

Antes, era um problema exclusivo das polícias Militar e Civil. Mas de tanto as associações, sindicatos, imprensa e especialistas chamarem atenção de toda sociedade, a maioria da população já entende que segurança pública é responsabilidade de todos. Então, colocar na conta de um comandante da PM ou de um soldado essa alta fatura é, no mínimo, deslealdade. Aos policiais e pessoas de bem, não sejamos inocentes.

Nesta sexta-feira (08/01), tive o desprazer de receber em meu WhatsApp o vídeo de um apresentador de programa de televisão, visivelmente transtornado e aparentemente fora de si, atacando coronéis da Polícia Militar baiana. Homens, que devem ser criticados e questionados, pois desempenham funções públicas, mas também merecem respeito. Não é sensato dizer que um policial é blogueirinho porque em seu momento de folga posta fotos na sua rede social. Também não é sensato achar que o trabalho desempenhado pela PM em prol do social, a exemplo de atividades de artes marciais e doações de cestas básicas, é brincadeira.

Convenhamos, não queremos uma polícia-repressora e não queremos que o direito de liberdade da pessoa humana, que ficou marcado na época da Ditadura Militar, seja mais uma vez atingido. Chega de retrocesso. O uso da força, como ensinado nas academias, deve ser progressivo. E ninguém quer ficar invadindo casa de ninguém e nem tão pouco ficar agredindo pessoas gratuitamente.

Ao longo da minha carreira como repórter de TV, rádio e site tive a oportunidade de ouvir diversas figuras da PM, soldados e oficiais. A maioria dos coronéis sempre defendeu que o caminho é, sim, uma polícia cidadã e comprometida, obviamente, com o diálogo constante. Não há dúvida disso. Escutei atentamente discursos parecidos de coronéis atualmente da ativa e da reserva: Anselmo Brandão, Fontes, Peixinho, Couto, Cassivandro, Anildon, Xavier Filho, Coutinho, Sérgio Freire, Humberto Sturaro, Saulo, Alfredão, Mascarenhas e Berlinque, aquele que dizia que “nunca viu mijo subir escada”.

Não podemos aceitar provocações de medidas truculentas de policiais contra a sociedade. Isso, na verdade, é estimular ações desastrosas e consequentemente, protestos da população contra trabalhadores. Você acredita mesmo que Dona Maria não percebeu que sua intenção, na verdade, é provocar uma invasão da Rondesp na casa dela? Você acha que a filha do policial fica feliz ao ver protestos contra seu pai? Não sejamos injustos e inconsequentes com militares que entregam suas vidas por nós e com a tão sofrida população baiana. As associações deveriam repudiar esse tipo de atitude. Porque não fazem isso com os médicos e com profissionais do Judiciário, por exemplo? Que as ideias implementadas pelo Coronel Anselmo Alves Brandão ao logo da sua gestão sejam aprimoradas e quem sabe um dia, atinjam a excelência. Respeito a centenária milícia de bravos da Bahia.

Peregrinação de Bolsonaro por partido continua e agora presidente quer PSC

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou nos bastidores que agora sua intenção é retornar ao Partido Social Cristão (PSC) para ser o candidato dos evangélicos em 2022. Ele já...

Deputado João Bacelar destina 50 respiradores para Salvador

O deputado federal João Carlos Bacelar (PL) disse que está empenhado no combate à Covid-19 e em levar verbas para a Bahia. Nesta quarta-feira (03/03), um ex-assessor...

Jonga Bacelar sobre Operação Falso Negativo: “Não tutelo nem minha mulher, quanto mais ex-assessor”

Procurado pelo Informe Baiano, o deputado federal Jonga Bacelar (PL) disse nesta quarta-feira (03/03) que "não tenho nada a ver com isso”. A declaração é em relação...

Grade de proteção quebra após confusão e sete estudantes morrem em universidade

Sete estudantes da Universidade Pública de El Alto (Upea), na Bolívia, morreram na terça-feira (02/03). Havia dezenas de pessoas encostadas em uma grade de proteção, que quebrou...