Programa Vigia apreende R$ 3 bilhões em bens em dois anos de atuação

O Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, completa dois anos, nesta quinta-feira (15), com a marca de mil agentes de segurança pública atuando para proteger a população nas fronteiras do país ao combater o crime organizado e as operações transnacionais irregulares na região.

Em dois anos, o programa apreendeu mais de 870 toneladas de drogas, 113 milhões de maços de cigarros, além de embarcações, veículos e outros produtos oriundos do contrabando. Um total de R$ 3 bilhões de bens apreendidos. O Vigia também evitou um prejuízo de mais de meio bilhão de reais aos cofres públicos.

“O Programa Vigia tem como proposta principal fortalecer a prevenção, a vigilância, a fiscalização e o controle nas regiões de fronteira. E isso representa uma importância muito grande para a sociedade que convive ali nas regiões de fronteira e divisas”, explicou o coordenador-geral de Fronteiras, da Secretaria de Operações Integradas, Saulo de Tarso Sanson Silva.

O coordenador explicou que o programa surgiu a partir da necessidade de fazer o enfrentamento “real, contínuo e permanente” nas fronteiras do Brasil.

“Nós temos uma extensão de 16 mil quilômetros de fronteiras. São mais de dez países que fazem fronteira com o nosso país. Nós temos 11 estados que fazem essa divisa. Então, havia uma necessidade do Governo Federal de implementar políticas e ações voltadas para o enfrentamento às fronteiras do país”, pontuou Tarso Silva.

O programa está presente em 15 estados: Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Roraima, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte e Ceará.

Vigia
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Vigia já implementou quatro bases operacionais nos estados do Amazonas, Paraná e na divisa entre Paraná e Mato Grosso do Sul. E, até o fim de 2021, outras 20 bases integradas devem ser entregues à sociedade. Também para este ano, cães farejadores reforçarão as operações e ampliarão as ações policiais.

O Governo Federal já investiu R$ 1,3 milhão em capacitação de pessoal para atuar no programa e repassou R$ 130 milhões para aquisições de equipamentos de alta tecnologia para dar suporte às equipes em campo, como drones, óculos de visão noturna, equipamentos de radiocomunicação, entre outros.

Forças que integram o programa
O Vigia busca a integração entre as forças de segurança pública federais e estaduais, e atua em três eixos: operações, capacitações e aquisições de equipamentos e sistemas. O programa segue as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Fazem parte do programa: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

“Nós temos uma proposta de integração. Eu não tenho nenhum policial sob a minha competência aqui. Temos uma cooperação com os estados, um acordo de cooperação técnica para integração das forças. Então, hoje, o sucesso do programa Vigia se chama integração”, completou o coordenador.

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