Bolsonaro entrega quilômetros de autoritarismo na Bahia

Editorial

Embora tenha causado aglomeração em tempos de pandemia da Covid 19 que já ceifou quase 400 mil vidas brasileiras, a passagem do presidente Jair Bolsonaro por solo baiano nesta segunda-feira (26/04) pode ser considerada “pífia” se comparada a outras vindas ao estado. A ida de apoiadores foi bem mais tímida se comparada a outros momentos como a vinda do chefe do Executivo para inauguração do Aeroporto Glauber Rocha em Vitória da Conquista, em julho de 2019. Na inauguração dos 22 quilômetros da duplicação da rodovia BR-101, entre Feira de Santana e Esplanada, a única característica comum foi a truculência do mandatário que fica incomodado com a presença de jornalistas que realizam perguntas fora do “script”.

Já a claque política que acompanhou o presidente era tão variada quanto os produtos expostos em um mercadão: havia aliados do governador Rui Costa (PT) e do presidente nacional do DEM ACM Neto – ambos sem relações formais com o bolsonarismo – do PDT que quer Ciro Gomes presidente, mas que, na Bahia, consegue ser Rui e Neto ao mesmo tempo e encontra elasticidade no discurso para acompanhar Bolsonaro e o provável candidato do bolsonarismo ao Governo, o ministro da Cidadania João Roma (Republicamos); e aqueles que se apresentam como bolsonaristas “puro sangue” como o deputado Capitão Alden (PSL), o vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM) e o deputado Abílio Santana (PL).

Bolsonaro disse que era momento de dar um novo “grito de independência”, ao criticar as medidas restritivas adotadas por estados e municípios como mecanismos para contenção do vírus que já demonstra ser mais mortal nos quatro primeiros meses de 2021 que durante todo o tempo de pandemia no ano anterior. A independência, entretanto, apontada pelo presidente não é a mesma apreciada para a imprensa. Ao chamar a repórter Driele Veiga (TV Aratu/SBT) de “idiota”, o presidente demonstra que seus ideias de independência e democracia não são os mesmos preconizados pela Constituição.

Ex-aliada de Bolsonaro, a deputada federal Dayane Pimentel foi ao Twitter para “desenhar” qual deve ser a postura de uma autoridade eleita pelo povo diante da imprensa: “Sou questionada sobre calúnias, fatos e opiniões. Nunca agredi um repórter por me perguntar algo que eu não quisesse responder. A obrigação de todo político é prestar o máximo de esclarecimentos”.

Os presidentes baianos do PDT e PSB, deputados Félix Mendonça e Lídice da Mata, respectivamente, também fizeram colocações sensatas.

“O primeiro ressaltou “nervosismo e falta de equilíbrio” e acrescentou que “não foi a primeira vez”. “Isso nos preocupa muito, porque ele deveria se postar à altura do cargo que ocupa”, afirmou Félix.

“É por conta uma liderança tão frágil que o Brasil perde a cada dia o seu protagonismo no mundo e torna-se um pária internacional”, opinou Lídice.

A política de compadrio e de negação da realidade adotada pelo presidente pode não somente continuar a matar brasileiros vítimas da pandemia, mas ferir mortalmente a liberdade de imprensa e a democracia fundamentais para que mais brasileiros possam dizer o quem pensam.

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