Síndrome de Burnout: conheça o distúrbio psíquico que afastou Jéssica Senra da TV Bahia

Esgotamento físico e mental, insônia, mudanças bruscas no humor e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas da Síndrome de Burnout, distúrbio psíquico caracterizado por um estado de exaustão extremo provocado por condições de trabalho desgastantes. O transtorno é muito comum no Brasil atualmente. Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR), 70% dos brasileiros sofrem as consequências do estresse. Destes, 30% são vítimas do Burnout.

Uma das pessoas que recentemente sofreu com a síndrome foi a jornalista Jéssica Senra, considerada uma das principais apresentadoras da televisão baiana. A profissional de imprensa precisou ser afastada da TV Bahia para tratar a doença.

Foto: redes sociais

Na segunda-feira (28/06), Senra afirmou em seu Instagram que precisou adiar o retorno ao trabalho, que aconteceria essa semana.

“Oi, minha gente! Tudo bem? Passando pra dar uma atualizada nas informações. Apesar da minha expectativa, ainda não retorno hoje à TV. As médicas que me acompanham avaliaram que preciso ficar mais um tempinho afastada. Mas está tudo caminhando bem. Em breve voltaremos a nos encontrar! Obrigada por tantas mensagens de carinho e força!! Se recolher às vezes é necessário pra que possamos maturar os sentimentos e ressurgir fortalecidas! Já já estou de volta! Se cuidem. Cuidem de quem está ao redor. Cultivem o amor. Saudade”, escreveu a jornalista.

“A pessoa com Burnout mostra dúvidas em suas próprias capacidades, nervosismo e fadiga, dificuldade de se concentrar em tarefas e preocupação excessiva com trivialidades. Além disso, tende a imaginar cenas negativas, perturbadoras ou assustadoras e apresentar humor depressivo. Essa sintomatologia se traduz em ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas no humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, angústia e tristeza, pessimismo e baixa auto-estima”, afirma psiquiatra Lúcio Botelho, que é diretor-médico, idealizador e co-fundador da OMNI – Centro de Terapias Biológicas.

Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Porém, o psiquiatra Lúcio Botelho ressalta que a síndrome de esgotamento profissional não é restrita e pode afetar qualquer pessoa, desde celebridades estressadas até funcionários sobrecarregados e donas de casa.

“A Síndrome de Burnout é resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Seu diagnóstico é clínico e leva em consideração o histórico do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. Aplicação de escalas também ajudam a estabelecer o diagnóstico”, destaca o especialista, que também é que também é diretor-médico do Espaço Nelson Pires, hospital psiquiátrico de Salvador.

Síndrome de Burnout e depressão: entenda a diferença

A Síndrome de Burnout compartilha sintomas com a depressão e os transtornos de ansiedade, como insônia, fadiga, irritabilidade, tristeza, desinteresse, apatia, angústia, inquietação, prejuízos de atenção e memória. Para um diagnóstico, Lúcio Botelho explica que o Burnout deve ser empregado exclusivamente a fenômenos no contexto ocupacional e não devem ser aplicados para descrever experiências em outras áreas da vida.

“A síndrome de esgotamento profissional envolve atitudes e condutas negativas com relação a usuários, clientes, organização e trabalho, sendo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o indivíduo e empresa. O estresse tradicional não envolve tais atitudes e condutas”, esclarece o psiquiatra.

Hora de procurar ajuda

Quem tem contato diário com problemas de outras pessoas, como os profissionais de saúde, educação e segurança, devem procurar ajuda quando sentir que suas energias e recursos emocionais parecem ter se exaurido diante de uma relação estressante, adoecida com o trabalho. Sintomas somáticos como dores, insônia, fadiga e comportamentos como angústia e abuso de substâncias como cafeína, álcool, etc, também indicam que um profissional de saúde deve ser consultado. “É preciso ficar atento para a perda da sensibilidade emocional nas relações interpessoais, passando a tratar as pessoas e situações com frieza e distanciamento afetivo. Maior criticidade, diminuição de autoconfiança e autoconceito negativo também chamam a atenção”, finaliza Lúcio Botelho.

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