Líder comunitário de Paripe é morto em suposto assalto no Bosque das Bromélias

Um rodoviário conhecido como “Adalberto Coquinho” foi morto, na noite de quarta-feira (30/06), no bairro do Bosque das Bromélias, que fica na região do CIA, no limite de Salvador e Simões Filho. Ele teria recebido três tiros.

A Polícia Militar, em nota enviada ao Informe Baiano, confirmou a informação. A instituição relatou que “uma guarnição da 49ª CIPM foi acionada pelo Cicom com a informação de uma vítima de disparo de arma de fogo na Rua Joaquim Ferreira, Jardim das Margaridas”.

“Confirmado o ocorrido, os policiais militares encaminharam a vítima ao Hospital Menandro de Farias, onde ela não resistiu aos ferimentos. Não foi identificado autoria e motivação. A Polícia Civil vai investigar o fato”, diz o comunicado da PM.

Conforme amigos da vítima relataram ao IB, ladrões tentaram roubar o carro do trabalhador, que estava chegando em casa e reagiu. Há ainda outra versão que aponta para crime de execução.

“Coquinho” era motorista de ônibus da empresa responsável pela transporte público na região do Subúrbio Ferroviário, onde ele era presidente da Associação Alto da Torre, em Paripe.

O IB entrou em contato com o vereador da capital baiana Henrique Carballal (PDT), que recebeu o apoio do líder comunitário na última eleição. O edil lamentou o crime e lembrou que o rapaz deixa uma filha pequena.

“Lamento e espero que seja apurado o caso. Vivemos numa situação de completa insegurança. Era um profissional qualificado e respeitado pelos colegas. Ele não era meu assessor e trabalhava como rodoviário, mas apoiou minha campanha e sempre nos procurou. Inclusive, fizemos um trabalho juntos com a comunidade, a exemplo da praça, que está praticamente pronta. Essa praça foi uma ideia dele, foi um pedido dele e vou sugerir que receba o nome dele. Além disso, ele já vinha trabalhando com nossa equipe para fazer a reforma do campo e da quadra”, relatou Carballal.

O vereador também cobrou a elucidação do caso: “Esperamos que o Estado dê uma resposta. Não podemos nos calar e aceitar isso como normal, pois isso não é normal. Me solidarizo nesse momento difícil com todos os amigos e familiares”, acrescentou Carballal.