Hepatite viral é causa de 60% dos casos de câncer de fígado

Julho Amarelo é o mês dedicado à conscientização e prevenção da doença responsável por quase 75 mil mortes entre 2000 e 2018

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as hepatites virais como um desafio para a saúde pública mundial e aponta que cerca de 60% dos casos de câncer de fígado são causados pelos tipos B e C. Para ampliar a conscientização acerca da doença, julho foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais, através da campanha Julho Amarelo.

“Isso não significa que a prevenção à doença deva ser menor nos demais meses do ano. Muito pelo contrário, a cada dia deve-se aumentar a atenção porque as hepatites virais são as principais causas de câncer no fígado”, pontua o coordenador do Serviço de Gastroenterologia, Hepatologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Cárdio Pulmonar, o hepatologista Allan Rêgo.

“Todas as pessoas acima de 40 anos devem fazer o teste anti-HCV pelo menos uma vez na vida”, alerta o médico. De acordo com o especialista, estima-se que 400 milhões de pessoas estejam infectadas cronicamente pelos vírus das hepatites B e C no mundo e 1,4 milhão de pessoas sejam infectadas anualmente pelo vírus da Hepatite A.

Segundo o Boletim Epidemiológico 2020, entre 1999 e 2019, o Brasil notificou no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 673.389 casos de hepatites virais. Destes, 168.036 (25%) são referentes aos casos de hepatite A, 247.890 (36,8%) aos de hepatite B, 253.307 (37,6%) de hepatite C e 4.156 (0,6%) de hepatite D.

Mortes

De 2000 a 2018, foram identificados, no Brasil, pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), 74.864 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Do total, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76,02% à hepatite C e 1% à hepatite D.

As hepatites virais são doenças infectocontagiosas causadas por diferentes vírus, dentre os quais, os A, B e C merecem mais destaque. “O vírus da hepatite A se destaca pela alta transmissão, mas felizmente apresenta evolução benigna na grande maioria dos casos. Os vírus B e C porque causam doenças silenciosas que podem evoluir para cirrose e câncer do fígado”, explica Allan Rêgo.

Vacinas, transmissão e tratamento

Existem vacinas para as hepatites A e B. Para o tipo B, o imunizante está disponível na rede pública para indivíduos de até 49 anos de idade.

O hepatologista esclarece que a transmissão do vírus da Hepatite A acontece pela exposição a fezes, através de água e alimentos contaminados e os principais sintomas são cansaço, dor abdominal, alteração da cor dos olhos e urina, que se apresentam muito amarelos.

A transmissão da Hepatite B é essencialmente sexual, mas também pode acontecer por via vertical – no momento do parto, da mãe para o recém-nascido. Já a transmissão do vírus da Hepatite C acontece predominantemente por via parenteral, ou seja, através do contato com sangue ou derivados.

“O tratamento da Hepatite A não exige uma medicação específica. Normalmente, os pacientes evoluem bem e o organismo elimina o vírus. As hepatites B e C, quando crônicas, devem ser tratadas com medicamentos específicos disponíveis pelo SUS. Especialmente para a Hepatite C, os novos esquemas de tratamento conferem taxas de cura que se aproximam de 100%”, explica o médico.

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