Time forte e afinidade entre atletas são trunfos do Brasil para buscar medalhas no skate

Desde que começou a praticar o skate, aos 9 anos, Leticia percorreu um longo caminho até se tornar um ícone do esporte mundial. Agora, participando pela primeira vez de uma Olimpíada, ela aproveita cada momento e garante que poder mostrar a cultura do skate para a gigantesca audiência dos Jogos Olímpicos é até mais importante do que conquistar uma medalha. “Eu só espero poder mostrar o skate como realmente é. Mostrar que o skate não é apenas um esporte, o skate é um estilo de vida”, afirma.

Talentos precoces no skate
Rayssa Leal é a mais jovem atleta brasileira a competir em uma edição de Jogos Olímpicos. Quando entrar na pista do skate street, no domingo (25.07), ela terá 13 anos e sete meses, superando o recorde da nadadora Talita Rodrigues, que disputou a Olimpíada de Londres 1948 aos 13 anos e 11 meses de idade.
A brasileira só não vai ser a mais nova atleta dos Jogos porque a também skatista Sky Brown, da modalidade park, terá 13 anos e 28 dias quando competir em Tóquio. A britânica começou a andar de skate com apenas 3 anos de idade.

E que estilo de vida seria esse? Para Leticia, um estilo que estimula a aproximação entre os atletas e não tem espaço para competitividade em excesso. “No fim do dia, a gente é uma família muito grande, todo mundo torce por todo mundo. Não tem essa rivalidade dentro da pista, é todo mundo amigo e quem for melhor no dia ganha”, explica.

“Quando eu comecei a andar de skate eu nunca imaginei que um dia o skate iria me levar para uma Olimpíada. Então para mim está sendo um sonho estar aqui. A gente esperou tanto por esse momento e finalmente tá acontecendo” Letícia Bufoni, skatista

Ela conta que esse laço é ainda mais forte entre as brasileiras. No street, modalidade em que Leticia compete, o Brasil conta com outras duas atletas: Pâmela Rosa e Rayssa Leal. Pâmela é a número 1 do ranking mundial – Rayssa é a segunda e Leticia, a quarta. “A gente está com um time muito forte e com uma afinidade muito boa entre a gente. Eu acho que isso vai ajudar bastante a gente na hora da competição”, aposta.

Com três atletas entre as cinco primeiros do ranking mundial, o Brasil tem grandes chances de chegar ao pódio no street feminino. A competição está marcada para o dia 25 de julho, a partir das 21h, no horário de Brasília. As finais vão ser disputadas já no dia 26 no Brasil, a partir de 0h25.

CBSk

Leticia aponta o trabalho da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) como fundamental para unir as atletas e formar um time. “Eu acho que essa afinidade que a gente tem dentro da pista hoje em dia vem pela CBSk, porque eles ajudaram a gente muito nesse sentido de treinar juntas, viajar juntas. É uma afinidade que a gente nunca teve. Cada uma mora num país, então fica muito difícil a gente conseguir estar juntas para treinar. Normalmente, a gente só se encontra em competição”, diz.

A “Seleção Brasileira feminina de street skate” une experiência e juventude. Se Leticia é uma das mais vitoriosas skatistas do mundo, Rayssa é, aos 13 anos e 7 meses, a mais nova atleta da delegação brasileira a disputar uma edição dos Jogos Olímpicos em toda história. “É incrível poder ver a Rayssa tão nova já nas Olimpíadas. Quando eu olho para ela, eu me vejo, porque eu também comecei bem nova. No primeiro X Games, eu tinha 14 anos de idade. E é muito incrível poder estar com uma menina tão nova que já tem um nível tão alto”, elogia Leticia.

Investimento federal

Com a inclusão do skate no programa olímpico, os atletas brasileiros puderam ter um apoio extra na preparação para os Jogos no Japão: o Programa Bolsa Atleta do Governo Federal. O skate recebeu investimento de R$ 3,2 milhões no ciclo para Tóquio. Os recursos foram suficientes para a concessão de 65 bolsas para atletas da modalidade.

Dos 12 atletas brasileiros que vão competir em Tóquio – três no street feminino, três no masculino, três no park feminino e três no masculino –, 10 são beneficiados pelo Bolsa Atleta, 9 deles na categoria Pódio, a mais alta do programa.

Pedro Quintas está na categoria internacional. Giovanni Vianna e Rayssa Leal não recebem bolsa. No caso de Rayssa, isso ocorro por causa da idade, já que a idade mínima para entrar no programa é 14 anos.

“Hoje, poder ter todo esse suporte que a gente tem de médicos, fisioterapeutas, coach, isso ajuda muito. É algo que a gente nunca teve na vida. Então isso está fazendo com que a gente possa andar melhor de skate, que a gente não precise se preocupar com nada, apenas no nosso desenvolvimento dentro da pista. Isso está sendo muito importante pra gente”, diz Leticia Bufoni.

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