Lutadores europeus buscam espaço no UFC e criam rivalidade contra brasileiros

O Brasil é uma das maiores potências do UFC, com lutadores como o paulista Charles do Bronx e a baiana Amanda Nunes entre os atuais campeões. Entretanto, nos últimos anos, o surgimento de lutadores de diferentes continentes está deixando a organização cada vez mais equilibrada. Alguns europeus, por exemplo, estão buscando espaço contra os brasileiros em busca de consolidação no cenário do MMA. Esse é o caso do lutador italiano Marvin Vettori.

No UFC desde 2016, o atleta nascido em Trento sempre foi visto como um dos pioneiros do MMA italiano. Em entrevista ao blog Betway Insider, Vettori comenta sobre essa responsabilidade em colocar a Itália como um país com potencial nas lutas. Ele diz que é uma honra fazer essa função, e garante que muitos torcedores se reconhecem com o estilo batalhador dele no octógono. O italiano tenta ganhar espaço no peso-médio, onde já fez 11 lutas e venceu sete delas. Ou seja, cerca de 70% de aproveitamento quando entrar no octógono.

Entretanto, para conseguir destaque nessa categoria, Vettori precisou superar alguns brasileiros. Nos últimos cinco anos, ele venceu Cezar Ferreira, Vitor Miranda e Alberto Uda em disputas no UFC. Em outubro deste ano, no dia 23, o lutador tem confronto marcado contra Paulo Borrachinha. Uma disputa que pode dar uma segunda oportunidade de título ao italiano. Na primeira que teve, no dia 12 de junho deste ano, ele perdeu para o nigeriano Israel Adesanya. O confronto entre Itália e Brasil promete mostrar o caminho que o UFC está tomando com mais nacionalidades.

A russa Valentina Shevchenko é outra lutadora europeia que se transformou em uma pedra no sapato do Brasil. Atual campeã da divisão peso-mosca, a atleta desbancou duas brasileiras na disputa pelo cinturão. Jéssica Andrade e Jennifer Maia não resistiram nas lutas que aconteceram em 2021 e 2020, respectivamente. Em entrevista divulgada para o Globoesporte, Jéssica ainda afirmou que Shevchenko é a melhor lutadora que ela já viu no octógono.

Rivalidade em alta

Essa disputa entre europeus e brasileiros está criando uma rivalidade entre os lutadores, com direito até mesmo a algumas provocações. Marvin Vettori, por exemplo, mostrou uma grande confiança para o confronto contra Paulo Borrachinha. Durante a conversa exclusiva para a Betway, site de UFC bets, o italiano afirmou que o rival não é nada profissional e que não merece estar entre os cinco melhores lutadores da categoria. Além disso, ele garantiu que vence a luta no primeiro ou no segundo round.

Charles do Bronx, atual campeão na categoria peso-leve, também passou por isso no início da carreira no UFC. Em 2014, ele recebeu várias provocações do britânico Andy Ogle, pois vinha de duas derrotas consecutivas. Foram provocações parecidas com as feitas por Vettori na reportagem que citamos. A boa notícia é que Charles conseguiu vencer o adversário europeu com uma bela finalização. Foi a 17ª vitória dele no UFC, o que garantiu uma renovação de contrato com a organização.

Nas lutas femininas, a russa Valentina Shevchenko também costuma provocar as adversárias brasileiras. Porém, essas atitudes não funcionaram muito bem com a baiana Amanda Nunes. Em 2017, a lutadora atropelou a rival europeia pelo cinturão do peso-galo e fez Shevchenko mudar até mesmo de peso. O lado ruim é que a russa conseguiu bons resultados contra duas brasileiras logo depois, como falamos anteriormente.

O único campeão europeu

Atualmente, o polonês Jan Blachowicz é a principal referência europeia no UFC. Atual campeão da categoria meio-pesado, o lutador de 38 anos domina os rivais desde setembro de 2020, quando venceu o norte-americano Dominick Reyes. No meio desse caminho, ele derrotou alguns brasileiros, como Ronaldo Souza. Em outubro deste ano, no UFC 267, ele vai defender o cinturão contra Glover Teixeira, em mais uma disputa envolvendo o Brasil e algum lutador da Europa.

O maior feito de Jan Blachowicz, no entanto, não foi ficar com o cinturão, mas sim tirar a invencibilidade do nigeriano Israel Adesanya. Eles se enfrentaram em março deste ano, e o polonês levou a melhor contra um dos maiores rivais que teve na carreira. Esse resultado foi o suficiente para colocar Blachowicz entre os maiores da categoria que o UFC já teve.

Os lutadores europeus estão começando a ganhar espaço no MMA, e a maior prova disso está em todos esses nomes que citamos. Enquanto isso, o Brasil conta com apenas dois campeões, mas quer voltar a dominar o UFC como fazia antigamente. Uma receita para boas emoções aos fãs.

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