Em nota, polícia diz que barbeiro estava armado e confessou crime

A Polícia Civil divulgou, na manhã desta segunda-feira (27/09), nota sobre o caso envolvendo o barbeiro de 23 anos, Luan Bruno Barbosa Lopes, que foi “preso injustamente na última quarta-feira e ainda foi torturado na 7ª Delegacia Territorial (Rio Vermelho)”, conforme denunciou ao Informe Baiano o pai da vítima, o comerciário Gerson da Silva Lopes. A captura do jovem aconteceu no bairro do Vale das Pedrinhas. Luan, que é réu primário e tem residência fixa, passou por audiência de custódia, mas não foi solto.

“Suspeito de participar de um assalto em um restaurante no Rio Vermelho, o homem foi preso em flagrante, sendo conduzido para a 7ª Delegacia Territorial, acompanhado por familiares e advogados. Um revólver calibre 38 e pertences das vítimas foram apreendidos com ele, que confessou o envolvimento no crime e foi autuado por roubo. Após ser submetido a exame de lesões corporais, o homem foi encaminhado para audiência de custódia, onde teve o flagrante convertido em prisão preventiva e permanece à disposição da Justiça”, diz o comunicado da Polícia Civil.

A versão foi contestada pelo pai do rapaz, que relatou que Luan abriu uma barbearia há quatro meses.

“Tem quatro meses que ele abriu a barbearia junto com um amigo, Mateus Muniz. Sendo que esse Mateus, a gente não sabia da situação, ele praticou um assalto em um restaurante no Rio Vermelho. Logo depois do furto, ele o parceiro dele levaram o produto para dentro da barbearia, agiram como se nada tivesse acontecendo. E aí Luan foi chamada por um primo pra cortar um cabelo. O pessoal da polícia recebeu a informação do rastreamento do celular que o produto estava lá. Aí foram lá e encontraram Luan e Mateus”, contou.

Gerson afirmou também que “de imediato Mateus inocentou Luan. “Ele disse: ‘quem fez o assalto foi eu e Luan não tem nada a ver com a história’. Mesmo assim o pessoal não acreditou na história e conduziu meu filho. Os agentes da 7ª Delegacia espancaram e enforcaram uma pessoa inocente, meu filho Luan, para confessar um crime que ele não cometeu. E agrediram também Mateus pra Mateus dizer que Luan tinha participação na história. Até o momento ele está custodiado”, lamentou.

O pai de Luan revelou que o rapaz passou por audiência de custódia, mas não foi foi solto. “Ele estava na Baixa do Fiscal e não sei se ele já foi recambiado pro presídio. Tanto o Ministério Público, como o juiz, condenaram ele. Luan tem um filho de 2 anos, é trabalhador, nunca teve nenhuma passagem na polícia. Não se envolve em nada de errado. Inclusive, a câmera de segurança mostra Mateus nitidamente, mas meu filho não, pois ele não participou”, ratificou.

“Outra coisa, o elemento que praticou o crime com Mateus foi preso no dia anterior e eles liberaram. Ele cometeu o crime e foi liberado. Meu filho, que é inocente está preso”, acrescentou Gerson, que fez um protesto na manhã desta segunda-feira (27/09), na Avenida Antônio Carlos Magalhães, para tornar público o caso.

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