Filiação de líder evangélico ao PT é ganho na luta social, avalia deputado Jacó

Com a filiação do pastor Joel Zeferino, da Igreja Batista Nazareth, ao PT, nesta quarta-feira (29), “ganha o Partido e cai por terra a máxima de que todo evangélico é bolsonarista”. Quem afirma é o deputado estadual Jacó. Além da “simbologia” que o ato representa, ter o líder religioso como companheiro partidário “significa um ganho extraordinário, agrega demais, não só pelo fato de ser um pastor, mas pela sua trajetória de vida e serviços prestados, que muito contribui na luta social”, diz. O ato de filiação ocorrerá de forma semipresencial com transmissão pela TV PT Bahia, ao vivo, a partir das 19h.

E não é de hoje que pastor Joel, um líder evangélico ligado às pautas progressistas e à defesa da educação, da ciência e dos direitos humanos, capaz de dialogar com outras lideranças religiosas sobre temas como racismo, aborto e drogas, está envolvido com o PT. Quando surgiu a primeira campanha presidencial realmente democrática, não teve dúvidas: seu candidato era Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu Facebook, ele informou que resolveu fazer do apoio que já demonstrava ao ex-presidente algo mais “orgânico”.

Nasceu em 31 de março de 1972, no auge da Ditadura, num bairro distante da Cidade de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense (RJ). Neto de migrantes nordestinos, teve a infância marcada pela dura realidade do povo pobre e periférico, que dependia de deslocamentos enormes para seus trabalhos – o pai era pedreiro e a mãe diarista – e a realidade do desabastecimento e inflação causados pela desastrosa e perversa condução econômica do governo ditatorial.

Teólogo e filósofo, Joel Zeferino cresceu num ambiente de família de tradição evangélica. Em janeiro de 2000, mudou-se com a família para Nanuque – MG, para assumir seu primeiro pastorado titular, na Igreja Batista Dois de julho, a partir da qual foi convidado a viver sua primeira experiência como professor, no Seminário Teológico Batista do Nordeste Mineiro em Teófilo Otoni. Retornou ao Rio de Janeiro no segundo semestre do ano seguinte.

Veio para Salvador em 2004 a convite do pastor Djalma Rosa Torres e da Igreja Batista Nazareth, onde foi pastor auxiliar por três anos, tendo assumido a titularidade em 14 de junho de 2007 até hoje. Além de dar continuidade ao belo legado do seu antecessor, vem procurando consolidar o papel da Igreja Batista Nazareth como um espaço de acolhida e promoção dos direitos humanos e luta contra todo tipo de preconceito e discriminação.

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