Justiça determina prisão domiciliar para advogado acusado de matar namorada

O juiz Horácio Moraes Pinheiro, da Vara de Audiência de Custódia da Comarca de Salvador, determinou nesta segunda-feira (18/10) que o advogado José Luís de Brito Meira, preso em flagrante sob acusação de matar a namorada, na madrugada de domingo, no Rio Vermelho, responda ao crime em prisão domiciliar.

No despacho, o magistrado destaca que “uma vez restando comprovado nos autos a inexistência de unidade prisional compatível para recolhimento do Acusado, após certificado pela SEAP, fica a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar, devendo o Sr. JOSÉ LUÍS DE BRITO MEIRA JÚNIOR permanecer custodiado em sua residência, da qual não poderá ausentar-se salvo por motivo de saúde, devidamente justificado ou, ainda, para atender aos chamados judiciais do processo correspondente”. O acusado deve deixar a cadeia na terça-feira (19/10).

A decisão ocorre porque não há na Bahia “sala de estado maior”, que é a prisão específica para advogado.

DHPP apura feminicídio

Análise das imagens das câmeras de monitoramento, depoimentos de testemunhas e outras ações de inteligência estão sendo realizadas, nesta segunda-feira (18), por equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH) Atlântico, com o objetivo de elucidar a morte de Kesia Stefany da Silva Ribeiro, de 21 anos, ocorrida no bairro do Rio Vermelho, na madrugada do último domingo.

O diretor adjunto do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado André Garcia, e a titular da 1ª DH/Atlântico, delegada Zaira Pimental, apresentaram as providências adotadas pela Polícia Civil para elucidação do caso. ” Estamos na fase preliminar do inquérito, reunindo informações para avançar nas investigações”, disse o delegado.

O suspeito do crime, que namorava com a vítima há dois anos, foi apresentado no DHPP por uma guarnição da Polícia Militar, horas após o crime, e autuado em flagrante por feminicídio. “Ele vai passar pela audiência de custódia do Tribunal de Justiça”, acrescentou a titular da DH/Atlântico.

A delegada ainda comentou que todas as possibilidades estão sendo analisadas. “Pesquisas, conteúdos de oitivas, laudos periciais, dentre outros elementos, vão nortear o trabalho investigativo”, pontuou Zaira.

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