Terapia Neural usa anestésicos locais para tratar dores e doenças crônicas

O corpo e a mente são inseparáveis no ser humano, e o sistema nervoso é uma das maneiras pelas quais as emoções são expressas no corpo. Partindo desse princípio, a Terapia Neural avalia fatores físicos e emocionais, como um trauma ou uma cirurgia, que desequilibram o sistema nervoso e levam a sintomas físicos, como dores crônicas e insônia, por exemplo.

Ainda pouco conhecida no Brasil, a técnica propõe o tratamento de sintomas usando injeções de uma substância chamada procaína, que provoca um estímulo no sistema nervoso e “reorganiza” funções do organismo.

“A TN busca neutralizar essas irritações do tecido nervoso para que este, e a rede a que pertence, redescubra o equilíbrio e o organismo recupere seus mecanismos de autocura”, explica a Terapeuta Neural, Tônia Oliveira, mestre em Terapia Neural e Odontologia Neurofocal pela Universidade de Barcelona.

Tônia é autora do livro Terapia Neural – Método Tônia Oliveira que será lançado em Salvador, no dia 5 de novembro, às 19h, no Novotel, Rio Vermelho. Radicada em Barcelona há cinco anos, a baiana mestre em Terapia Neural está no Brasil fazendo atendimentos há dois meses e retorna ao país em dezembro.

Resultados da TN

A técnica, que surgiu na Alemanha na década de 1920 e é popular em países da Europa e da América Latina, tem princípios parecidos com os da acupuntura: considera o corpo como um todo e não foca necessariamente na cura.
“Pesquisas e experiências demonstraram que a aplicação do anestésico local em baixas concentrações (diluídas em soro fisiológico) pode neutralizar o foco irritante do tecido nervoso, repolarizando seu potencial elétrico e estabilizando sua membrana”, esclarece Tônia Oliveira.

De acordo com a especialista, que também é cirurgiã dentista formada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a diminuição ou desaparecimento de uma dor após injetar o anestésico na área dolorosa pode sugerir que esse é o seu efeito.

“Mas essa explicação é descartada quando a melhora dura dias, semanas, meses ou anos, pois sabemos que a procaína é metabolizada no sangue em poucos minutos. Além disso, muitas vezes, na Terapia Neural não injetamos em áreas de dor, mas em tecidos onde a história de vida da pessoa sugere que pode haver irritação das fibras nervosas”, esclarece.

Tônia dá exemplos de como a TN ajuda os pacientes a superaram casos de dores e sintomas crônicos. “Podemos ver como a injeção de anestésico em uma cicatriz de apendicectomia pode melhorar ou fazer desaparecer uma dor lombar, ou como uma vertigem pode diminuir depois de injetar na área das tonsilas alguém que sofre de amigdalite recorrente”, conta.

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