Aspra diz que alunos do curso de soldado são tratados como “escravos do tempo moderno”

Pelo menos 84 alunos do curso de formação de soldado da PMBA do município de Juazeiro estão, há quase cinco meses, sem receber salários, auxílio transporte e sendo obrigados a pagar plano de saúde sem qualquer apoio do Estado, conforme denúncia do deputado estadual soldado Prisco, coordenador geral da Aspra.

“O que vemos é abuso de poder e submissão às condições degradantes”, afirmou o soldado Prisco. Conforme o parlamentar, além de não receberem salário, os alunos ainda são submetidos a um regime integral – sem poder buscar sustento de outras formas. “Os alunos estão com contas atrasadas, sofrendo com necessidade primárias, como alimentação da esposa e filhos. Também foram forçados a comprar os equipamentos para o Estágio”, contou.

O coordenador-geral da Aspra alerta que o Estado tem obrigação legal de fornecer os equipamentos, em respeito ao artigo 92 da lei 7990/2001. “Até mesmo o ônibus que realizava o translado de quase 30 alunos militares que moravam em outros municípios foi suspenso. A formação deficitária, a falta gritante de estrutura, a humilhação de não poder sustentar a própria família influenciará em toda a vida profissional desses alunos. Tinham um sonho de ingressar na PMBA e foram recebidos como escravos do tempo moderno. Acordaram em um pesadelo”, lamentou.

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