Cafú Barreto de Ibititá confirma que foi preso e diz que confia na justiça

O pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Ibititá, Cafú Barreto (PSD), confirmou que foi preso na manhã de hoje durante uma operação da Polícia Federal. Em nota, ele que recebeu no início da manhã, em sua residência, “agentes da PF em uma ação que investiga processos licitatórios, no município de Ibititá, em minha gestão”.

“O Inquérito, em tramitação desde 2017, apura supostos desvios de recursos dos precatórios do FUNDEF. Durante a busca e apreensão, foi encontrada uma espingarda, e devido a apreensão da arma, houve detenção em flagrante, para averiguação e esclarecimentos”, diz Cafú.

“A abordagem dos agentes foi tranquila, e assim gostaria de informar que nossa pré-campanha segue firme! Em tempo, estamos com o apoio irrestrito do nosso partido, amigos e sociedade!”, acrescenta.

“Confiamos irrestritamente na justiça, e acreditamos que após a apuração dos fatos tudo será esclarecido e demonstrado que os processos aconteceram dentro da legalidade”, finaliza Cafu Barreto.

Operação Rochedo

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram hoje (05/05) a Operação Rochedo, com o objetivo de desarticular esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos federais repassados ao Município de Ibititá/BA.

Policiais Federais e Auditores da CGU cumprem 31 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de prisão temporária e 2 mandados de afastamento de cargo público em 7 Municípios baianos (Irecê, Ibititá, João Dourado, Uibaí, Salvador, Lapão e Camaçari).

A organização criminosa (ORCRIM) alvo da operação, estabelecida na microrregião de Irecê/BA, era formada por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” e desviou mais de R$ 7 milhões durante as gestões do ex-Prefeito de Ibititá/BA (2013/2016 e 2017/2020).

Entenda o caso

No período de 2013 a 2020, o Governo Federal repassou vultosos recursos para o Município de Ibititá/BA oriundos do PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do FUNDEF” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de COVID-19.

As investigações revelaram que a ORCRIM se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações fraudulentas, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município no valor global de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.

No que se refere à gestão de 2017 a 2020, o Município fez uso de verbas oriundas dos “precatórios do FUNDEF”, do FUNDEB e do PNATE para contratar irregularmente 3 empresas de um mesmo grupo familiar e ligadas ao antigo gestor municipal. Apurou-se que a ORCRIM lavou os recursos desviados: (i) injetando capital em empresas de fachada controladas pelo ex-gestor, (ii) pagando as despesas pessoais dele e (iii) comprando veículos e imóveis para “laranjas” a ele vinculados.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações, superfaturamento de contratos, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

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