Nutricionista alerta para os riscos das dietas radicais

A redução drástica de carboidratos da alimentação, segundo a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista Sousa, é contraindicada por trazer riscos à saúde. Durante uma apresentação sobre Alimentação Saudável e a flexibilidade da contagem de carboidratos no controle do diabetes, a nutricionista citou o exemplo de uma pessoa com diabetes que chegou a consulta com hemoglobina glicada (exame que dá a media da glicemia dos últimos três meses) sob controle, mas com o colesterol (LDL) de 260, em razão do excesso de gordura na alimentação, com a retirada dos carboidratos.

“O que devemos atentar na abordagem enquanto educador?” deu sequência à Jornada Educacional em Diabetes para Profissionais de Enfermagem, que o Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), está promovendo este mês, quando se comemora a Semana da Enfermagem (12 a 20 de maio). Segundo a nutricionista, os enfermeiros têm um papel muito importante para o fortalecimento do trabalho de educação em saúde.

A jornada está focando os sete comportamentos para o autocuidado do diabetes, segundo explicou a coordenadora da Codar, Graça Velanes. “Comer de maneira saudável, fazer atividade física todos os dias, manter as glicemias controladas, ter hábitos de vida saudável, tomar os medicamentos (comprimidos e insulinas) nas doses e horários certos, reduzir os riscos de complicações (problemas nos rins, olhos, coração e pés) e resolver as dificuldades que ocorrerem no dia a dia (hipo e hiperglicemia, viagens, infecções e vacinas)”, detalha.

As escolhas

Comer de maneira saudável é um dos sete comportamentos para o autocuidado do diabetes. Então, a nutricionista mostrou didaticamente, utilizando inclusive réplicas de alimentos, como montar o prato saudável. Destacou a importância das saladas, ricas em fibras e que devem ocupar a maior parte do prato. Depois, proteínas e cereais. Ela mostrou ainda a importância do consumo do feijão (em pequena quantidade) para a população em geral e que, para os diabéticos, ajuda a manter o controle glicêmico por ser rico em fibras.

Na apresentação, Suane disse que a pessoa com diabetes não faz dieta. “No Cedeba, é feito um Plano Alimentar, no qual a pessoa aprende a contar carboidratos e a fazer substituições. Assim, desde que siga às quantidades exatas, pode no café da manhã comer pão, cuscuz, raízes. Não pode é comer uma porção de cada, já que a quantidade de carboidratos tem que ser observada”, explicou.

Nas pessoas com diabetes tipo 2 – muitas apresentam excesso de peso – o controle dos carboidratos deve ser feito de forma diferente do adotado para quem tem Diabetes Mellitus (tipo 1), porque há necessidade de manter o peso sob controle. “No caso das pessoas com diabetes, é muito importante que o esquema alimentar considere o esquema de insulinização. Daí a importância de o profissional de nutrição conhecer sobre insulinização, desde os tipos de seringas e agulhas, e o profissional de Enfermagem também conhecer os aspectos da nutrição para o bom controle glicêmico”, afirmou.

O que importa é a quantidade

A pessoa com diabetes pode comer praticamente tudo, o cuidado deve ser com a quantidade. A nutricionista destaca a importância de seguir os dez passos para a alimentação saudável, que começa por fazer dos alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Utilizar óleos e gorduras em pequenas quantidades, limitar o consumo de alimentos processados, evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, comer com regularidade e atenção em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia, além de dar preferência, quando comer fora de casa, a locais que sirvam refeições feitas na hora.

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