Assembleia Legislativa presta homenagem à Irmandade da Boa Morte

Um ato em celebração aos 202 anos da Irmandade da Boa Morte, uma das maiores manifestações culturais do Recôncavo baiano, foi realizado nesta sexta-feira (05.08), na Assembleia Legislativa da Bahia, pela deputada estadual Olívia Santana.

Tradição passada de mãe para filha, por mulheres negras, a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte é realizada desde o século XIX na cidade de Cachoeira, região do recôncavo, e é considerada uma das mais importantes celebrações religiosas da Bahia.

A deputada estadual Olívia Santana ressaltou durante a atividade que “ao celebrar essas mulheres da Irmandade da Boa Morte, celebramos sobretudo a nossa capacidade em resistir. Uma instituição que constitui uma confraria feminina, quando o comum eram as confrarias masculinas, só temos como nomear como feminismo, como uma possibilidade de afirmação do poder das mulheres. Viva a Irmandade da Boa Morte, da Bahia, do Brasil, de Cachoeira”.

“Eu quero que cada dia mais essa energia irradiadora  de Nossa Senhor da Boa Morte proteja nosso país, nosso Brasil e na nossa Bahia. A Irmandade da Boa Morte completa 202 anos e segue rejuvenescida, atual, necessária e presente em nossas vidas, porque é raiz, ancestralidade, amor, coragem, símbolo e veracidade do poder das mulheres negras.”

Agradeceu a irmã mais velha da irmandade, Lindaura da Paz, que recebeu uma placa de homenagem em nome de todas as mulheres da confraria religiosa.

A Orquestra Rumpillezzinho prestigiou o evento com composições em homenagem à Irmandade da Boa Morte, Mestre Moa do Katendê e  maestro Letieres Leite. Também homenagearam a instituição com a execução do hino de Nossa Senhora da Boa Morte, Omo Orixá Giovane Santos, e a atriz e Yalorixá Alba Darabi, de Ilhéus, que fez recitações poéticas em celebração da data.

Representando o governador Rui Costa, a secretária de Cultura da Bahia, Arany Santana lembrou  durante o ato que “as irmãs da entidade são símbolos da resistência e da superação. Esse momento é para expressar a nossa gratidão a essa confraria. Promover o direito à memória deve ser cunho de estado. Salve à Irmandade da Boa Morte!”.
 
A vice-prefeita de Cachoeira, Cristina Soares, lembrou da honra e satisfação de caminhar anos ao lado da Irmandade da Boa Morte. “É uma satisfação e alegria muito grande celebrar essa história viva, que é vivida e celebrada, ao longo de cada dia”.

Outras autoridades prestigiaram a atividade como: Padre Lázaro, reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); a vereadora de Salvador Maria Mariguella; a vereadora Luciana Santos; a secretária da SPM-BA, Julieta Palmeira; a presidenta nacional da Unegro,  Ângela Guimarães; e a ativista e socióloga,  Vilma Reis.

Homenagem

Na ocasião, irmãs da Irmandade da Boa Morte e autoridades religiosas, que contribuem para a preservação das tradições de matriz africana, fortalecendo e apoiando as mulheres de axé do Brasil, receberam uma placa de homenagem.

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