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Informe Baiano
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Comissões de Agricultura e de Infraestrutura da Alba cobram a secretários estaduais medidas de enfrentamento à seca na Bahia

A sessão conjunta desta terça-feira (12) das comissões de Agricultura e de Infraestrutura da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) reuniu secretários do Governo do Estado e cobrou deles medidas de combate à seca no território baiano. A estiagem já é considerada a maior dos últimos 40 anos, tendo atualmente 150 municípios em estado de emergência e mais de 370 mil produtores rurais afetados pela falta d’água, prejudicando tanto o abastecimento ao gado como a irrigação da lavoura.

Foram à reunião os secretários de Agricultura (Seagri), Wallison Tum; de Meio Ambiente (Sema), Eduardo Sodré Martins; e de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso. Eles disseram aos deputados que um grupo de trabalho criado pelo Governo do Estado está criando um plano de enfrentamento à seca reunindo ações de diversas secretarias. Esse plano será apresentado na tarde desta terça-feira ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de aprová-lo e colocá-lo em prática.

Presidente da Comissão de Agricultura, o deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil) afirmou que espera que as ações não sejam apenas emergenciais. “É importante criarmos uma política de Estado no enfrentamento aos efeitos da estiagem, para que a gente não precise entrar numa crise como essa de quatro em quatro anos, sempre que o El Niño nos afete. A ciência está aí, nós conhecemos a seca, então a Bahia precisa de políticas públicas permanentes de mitigação, sobretudo na área de infraestrutura hídrica para o povo do semiárido do nosso estado”, afirmou na sessão.

Também compareceu à sessão o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda: “A Bahia vive hoje um drama com a seca que não é visto há pelo menos 50 anos. Ontem mesmo fizemos um levantamento, e o prejuízo na Bahia com a quebra da produção agrícola, com a morte de animais e com a baixa na produção de leite já passa de R$1 bilhão. Já morreram, oficialmente, mais de 100 mil animais. Ou seja, na prática, esse número já deve estar passando de 300 mil animais mortos na pecuária baiana”, disse.

“E o pior: não estamos vendo luz no fim do túnel ainda, porque as previsões de chuvas ainda não são suficientes para resolver o problema. Por isso, estamos sugerindo ao Governo uma série de propostas como a renegociação de dívidas dos agricultores e a prorrogação por mais dois ou três anos, até que o setor se recupere. O crédito de emergência precisa chegar para ontem, por que não dá para esperar até 2024, o drama é hoje”, completou Humberto Miranda.

Presidente da Comissão de Infraestrutura, o deputado estadual Eduardo Salles (PP) disse que essa seca dá indícios de ser pior do que a última, enfrentada de 2012 a 2014. “Ela veio com temperaturas tão elevadas que ‘torraram’ a produção inteira. Até na região Extremo-Sul da Bahia, onde a uma altura dessas já teria capim à vontade para o gado, está na verdade tudo seco. Temos alguns dos maiores rebanhos de gados caprinos, ovinos e bovinos do país e não tem com o que alimentá-los”, afirmou.

Titular da Seagri, Tum adiantou algumas medidas que serão apresentadas ao governador, como a distribuição de carros-pipa para agricultores e de cestas básicas para famílias afetadas. Já o secretário da SDR, Osni Cardoso, afirmou que o Governo pretende abrir mais 11 espaços para distribuição de milho para ração animal, ampliando para 14 postos na Bahia. Além disso, o poder estadual está comprando em leilão R$20 milhões em milho para também serem distribuídos.

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