Nesta sexta-feira (22/05), primeiro dia da greve dos rodoviários de Salvador, a população que utiliza o transporte público enfrentou diversas dificuldades para sair de casa e tentar se dirigir para seus compromissos, uma vez que os ônibus coletivos não saíram das garagens para a rua. Uma assembleia da categoria que acontece às 8h desta sexta pode colocar fim ao movimento.
Representantes do Sindicato dos Rodoviários da Bahia apontaram o encontro será para apreciação da última proposta feita pela classe patronal. Se aprovada, a greve pode ser encerrada ainda hoje, após nova rodada de negociações, que ocorre na sede do Tribunal Regional do Trabalho, às 11h, e após a realização de uma nova assembleia com a categoria.
Transtornos no transporte
Apesar da determinação de haja frota mínima de 60% nos horários de pico, relatos enviados ao Informe Baiano afirmam que não há ônibus circulando na cidade, causando grandes transtornos à população.
A Prefeitura de Salvador informou que 180 ônibus do Sistema de Transporte Complementar estão nas ruas reforçando o atendimento à população durante a paralisação, para mitigar os impactos. Além disso, o metrô segue operando normalmente, assim como os ônibus metropolitanos que atendem na capital. Por outro lado, o BRT também teve circulação afetada pela greve.
Segundo a Semob, por volta das 6h30 não havia sido registrada nenhuma saída de ônibus das garagens, em desacordo com a decisão judicial. De acordo com a decisão, há previsão de multa estipulada em R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Pedidos da categoria
Entre as principais reivindicações, os trabalhadores cobram reajuste salarial e aumento do ticket alimentação em 5% acima da inflação. A categoria também defende a implantação de uma jornada de seis horas diárias, além do fim de cargas horárias consideradas excessivas, especialmente aos finais de semana.
Os rodoviários ainda reivindicam a correção imediata das escalas de trabalho e melhores condições para os profissionais que atuam no sistema de transporte coletivo. Segundo a categoria, as mudanças são necessárias para garantir condições mais adequadas de trabalho e equilíbrio na rotina dos trabalhadores.
- Aumento diferenciado no ticket alimentação;
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Revisão das cartas horárias e o fim das jornadas excessivas, especialmente aos finais de semana.





