ESPLANADA dos mistérios: contratos milionários para cuidar de cemitérios e reformar prédios públicos levantam suspeitas

Os contratos milionários da prefeitura municipal de Esplanada, no litoral norte da Bahia, tem despertado a curiosidade e também a desconfiança de algumas pessoas. Em contato com o Informe Baiano, um morador da cidade, que pediu reserva com medo de represália, apresentou documentos que mostram contratos, no mínimo, suspeitos. Só no ano de 2015, foram repassados para a empresa Vale Verde Empreendimentos, da cidade vizinha Rio Real, mais de 723 mil reais para ampliação e recuperação de cemitérios. O problema é que o serviço tem sido realizado em algumas localidades pela própria comunidade, como é o caso do distrito de Palame. “Ano passado, no dia de finados, fizemos uma vaquinha pra limpar e recuperar o cemitério. Alguns deu 50 reais, outros 30. Se uma pessoa morrer hoje, a gente tem que pagar pra abrir a cova. Tá estranho essa história de pagar mais de 723 mil reais”, denunciou.

Os valores foram pagos com recursos dos royalties do petróleo. O primeiro contrato datado em fevereiro de 2015, de R$229.600,00, foi pago no mesmo mês e em agosto com parcelas de R$71.600,00 e R$158.000,00. Um mês depois, em março, foi feito um segundo contrato no valor de R$494.401,66. A quantia foi paga nos meses de março, junho (duas parcelas) e setembro. De acordo com moradores do Centro da cidade, o único serviço feito foi a pintura de um muro em um dos cemitérios da sede. “Tudo indica que não existe funcionário dessa empresa trabalhando em cemitério. O Ministério Público precisa analisar com muita atenção esses contratos da prefeitura de Esplanada. E são valores recebidos dos royalties do petróleo, que poderiam ser investidos realmente na cidade. Imagine, pintou o muro por 723 mil reais? É isso?”, indagou.

A mesma empresa também recebeu recursos em 2015 para realização de outras tarefas ligadas a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, como por exemplo, a ampliação do galpão do Centro de Abastecimento no Alto do Cuscuz. Um dos contratos é de R$219 mil. Há ainda o reforço de outros contratos com valores de R$154 mil e R$63 mil. Já neste ano, a mesma empresa voltou a receber recursos para a mesma obra. São valores que chegam a R$264 mil. “Não tem explicação. O galpão já estava pronto e eu não entendo o motivo desse investimento. O que se comenta na cidade é que fizeram uma parceria com uma empresa. E agora estão fazendo esse paliativo. Porém, com recursos exorbitantes”, comentou.

Diversos outros contratos também foram realizados, como a manutenção e reforma de prédios públicos com valor de R$170 mil. Os contratos pesquisados nesta reportagem ultrapassam o valor de R$1,6 milhão. Mas há ainda outras liberações para a mesma construtora. Será que a Esplanada baiana está igual a de Brasília? Contratos com outras construtoras de locações de máquinas também foram realizados, apesar de a gestão possuir os mesmos equipamentos, que foram doados pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Mas esse já é um assunto para o próximo capítulo.

A prefeitura de Esplanada preferiu não responder os questionamentos.

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