Colégio Odorico Tavares pode fechar e deputado cobra posicionamento do Governo

“A educação deve ser tratada como uma prioridade”, disse Jurailton Santos, em visita na tarde desta quarta-feira (04/12), ao Colégio Estadual Odorico Tavares, localizado no corredor da Vitória, em Salvador.

Com os rumores de fechamento da escola, o deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa da Bahia, foi à instituição para conferir a situação e conversar com funcionários, a fim de saber a perspectiva deles sobre o assunto. A analista técnica do colégio, Fátima Vieira, diz ter sido pega de surpresa com a notícia do fechamento da unidade. “O aviso de paralização das atividades foi algo inesperado, por todos da escola. Será muito triste fechar as portas desse conceituado estabelecimento de ensino”, lamenta a funcionária.

O republicano também informa estar preocupado com a comunidade escolar, que envolve não somente alunos, mas também professores e funcionários terceirizados, que dependem do emprego como meio de sustento.

“O que será feito com esses pais e mães de família, que por muitas vezes são a única renda da casa? As pessoas merecem respeito, e devem ter acesso a informações objetivas. Não é correto serem notificados abruptamente, sem qualquer aviso prévio”, pontua Jurailton.

Observando as instalações da escola, o vice-presidente da Comissão de Educação, pôde constatar que o imóvel precisa de uma boa reforma, mas não o fechamento de suas portas, e lamenta profundamente que o Governo do Estado não tenha feito um projeto para o colégio Odorico Tavares, já que a unidade, por muitas décadas, foi reconhecida como referência educacional. “É lamentável ver a falta de atenção da gestão estadual com essa estrutura”, diz Jurailton.

Atualmente, o Odorico só funciona no turno da manhã, não tendo nenhuma atividade no período vespertino. De acordo com o parlamentar, as tardes poderiam ser ocupadas com atividades extracurriculares, agregando, assim, conhecimentos para os jovens. O deputado também diz que está do lado da comunidade escolar. “Faço ideia da dor de cabeça que vai ser para os alunos serem transferidos para outros locais, que muitas vezes não estão nas proximidades de suas casas, e o pior são os custos de deslocamento. Tenho esperança que o Odorico mantenha-se em funcionamento em 2020, porque seria muito complicado uma nova adaptação”, concluiu o republicano.

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