PL das fake news: Coronel quer assegurar liberdade e punir criminosos

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) deverá apresentar nesta 2a. feira, 8, substitutivo aoProjeto de Lei 2630, que está sendo conhecido como o PL de combate às fake news.
Coronel é o relator do PL de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e dos deputados Tábata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES). A votação está marcada para 4a. feira, 10.

O assunto, polêmico, tornou tanto o projeto original quanto o substitutivo motivos de  divergência. Angelo Coronel entende a discussão acalorada em torno do assunto, pois o que está sendo tratado envolve temas sensíveis, como anonimato e liberdade de expressão, mas garante que esta última é a sua maior preocupação no texto que vai apresentar como alternativa ao PL original.

“Não é verdade que construímos algo que represente censura nas redes. Estamos ouvindo todos os setores para um relatório que acabe principalmente com ações covardes de gente que se esconde atrás de perfis falsos para espalhar ofensas e mentiras”, esclareceu o senador baiano,  lembrando que o Artigo 5o. da Constituição Federal veda o anonimato.

O substitutivo promete mesmo bastante ênfase à punição a quem espalhar informações falsas em redes sociais e aplicativos de mensagens, objeto da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da qual é presidente, a CPMI das fake news, experiência fundamental para que fosse escolhido como relator do PL.

“A gente quer criminalizar quem pratica fake News para atingir a honra de seus alvos e atacar a honra das instituições”, disse recentemente em entrevista à Rádio Jovem Pan.

“Eu não estou preocupado em meu substitutivo com grupos lobistas de empresas que querem manter seu status quo e a situação do jeito que está. Porque quem tem sido prejudicada com isso é a sociedade brasileira quando vê sua honra atacada dia a dia”, assegurou ainda na entrevista o relator.

Angelo Coronel foi designado para a função pouco mais de 24 horas antes da votação que estava marcada para o dia 2.
Ele trabalhou durante toda madrugada para apresentar o substitutivo que reunisse propostas presentes em outros projetos existentes no Parlamento sobre o assunto, inclusive dele.

No entanto, quando constatou que não havia entendimento para a votação, ele próprio sugeriu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o adiamento da votação, tudo feito em permanente diálogo com Alessandro Vieira, autor do PL original no Senado.

Últimas Noticias