Vermelhidão: como distinguir a insolação de outras doenças e proteger a pele no verão? 

 

Excesso de sol, alergia ou dilatação dos vasos sanguíneos? Queixa comum entre os pacientes nessa época do ano – quando os raios solares estão intensos e as temperaturas elevadas – a “vermelhidão” pode ser provocada por fatores variados, com impacto significativo dependendo das características de cada pele. Segundo especialistas, entretanto, “nem tudo é sintoma de verão”. 

Médica dermatologista especializada também em dermatocosmiatria, Marília Acioli, da Clínica Osmilto Brandão, explica que existem diferenças entre a vermelhidão que acontece devido à exposição excessiva ao sol e o rubor provocado por doenças inflamatórias como a rosácea, por exemplo.  

“Existe a vermelhidão que acontece quando tomamos sol, que em alguns casos chega a provocar a queimadura solar. Isso pode acontecer com a exposição sem proteção. E existe uma doença relacionada à inflamação da pele – mais frequente em mulheres a partir dos 30 anos – que é a rosácea”, observa Acioli. 

Embora não seja, na maioria das vezes, uma condição clínica grave, pacientes com rosácea apresentam dilatação de vasos sanguíneos, principalmente ao redor do nariz, no centro da face, testa, bochecha e queixo. Nas formas mais intensas da doença – que ocorrem também nos homens – pode haver alterações nos olhos e aumento de volume em áreas do rosto. 

Nesse caso, o fator climático conta? Segundo a dermatologista, existem, sim, aspectos – incluindo a exposição solar – que devem ser evitados por pacientes diagnosticados com rosácea. “Exposição a ambientes quentes, ingestão de comida quente ou apimentada, consumo de bebidas alcoólicas ou uso de pomada corticoide, por conta própria, podem ser gatilhos para esses pacientes, que têm a pele sensível”, alerta Marília Acioli. “Aqui na Bahia, em Salvador, dentro do nosso ambiente, é muito comum, nessa época do ano, pacientes com rosácea terem um pouco de piora devido à exposição solar”, completa. 

Outra doença caracterizada pela vermelhidão – relata a médica – é a chamada “dermatite de contato alérgica”, desencadeada, muitas vezes, pelo uso de sabonetes, produtos cosméticos sem indicação profissional ou exposição a agentes causadores de irritação na pele. Apesar da aparência, ela não é contagiosa e pode ser facilmente identificada e tratada. 

Já a urticária, comumente citada, quando se menciona vermelhidão, “não deixa marcas”, revela Acioli. De acordo com a dermatologista, o inchaço e a transitoriedade da urticária são alguns dos aspectos que a diferenciam de outras condições clínicas.  

Os sinais que distinguem as manchas vermelhas na pele, entretanto, podem ser pouco específicos para os pacientes de modo geral. Por isso, a recomendação – aponta Marília Acioli – é procurar ajuda profissional. Segundo ela, o médico dermatologista é quem poderá fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que pode incluir desde cremes específicos até medicações e procedimentos a laser, por exemplo, dependendo do diagnóstico e do quadro clínico de cada paciente. 

A médica lembra ainda que a vermelhidão causada pela exposição solar pode ser evitada com o uso de protetor e barreiras físicas, a exemplo de chapéu, boné, viseira e roupas de proteção UV, e acende um alerta para a importância da prevenção e dos cuidados diários com a pele. “Uma das principais doenças que podem ser provocadas pela ação cumulativa do sol é o câncer de pele, o tipo mais frequente no Brasil”, adverte.  

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