Unidade de acolhimento para pessoas em situação de rua é entregue em Itapuã

A rede de proteção social de Salvador ganhou, nesta quarta-feira (24), mais uma Unidade de Acolhimento Emergencial (UAE), neste período de pandemia da Covid-19. A estrutura, localizada na Rua da Cacimba, 5 (antigo Hotel Malibu), em Nova Brasília de Itapuã, dispõe de 150 vagas e receberá pessoas em situação de rua oferecendo moradia digna, atendimento psicossocial, entre outras iniciativas. O espaço foi entregue pelo prefeito Bruno Reis, ao lado da vice-prefeita Ana Paula Matos e do secretário municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Kiki Bispo.

A nova UAE possui 51 quartos com suítes e vai operar por um período inicial de nove meses, com investimento de R$2,5 milhões. Lá, são oferecidos alimentação, orientação para higiene pessoal, atendimento social e encaminhamento para serviços socioassistenciais.

Além disso, os cidadãos poderão ficar acolhidos até conseguirem acesso a auxílio aluguel ou serem beneficiados por um programa habitacional. Terão, ainda, apoio terapêutico, psicológico, médico e, sobretudo, o estímulo para que, em pouco tempo, tenham condições de voltar para o ambiente familiar, conseguir um emprego e se reinserir na sociedade.

“A Prefeitura tinha 16 unidades de acolhimento, duas que executavam esse serviço diretamente e 14 de forma conveniada. Agora passamos a ter 17 unidades, oferecendo 1,1 mil vagas para pessoas em situação de rua. Também ofertamos, por tempo indeterminado, aluguel social para 1,2 mil pessoas pertencentes a esse público, no valor de R$300, para que aluguem um imóvel até a entrega de moradia definitiva”, destacou Bruno Reis.

Foto: Valter Pontes/Secom

Ele acrescentou que os trabalhos sociais são feitos permanentemente, mas que a pandemia exigiu um esforço maior. “Criamos o Toque de Acolher, que é abordagem nas ruas à noite para que as pessoas aceitem acolhimento. Só nessas três semanas e meia que adotamos medidas mais restritivas foram 140 pessoas acolhidas”, disse.

Porta de entrada – A principal porta de entrada para as unidades de acolhimento é o Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), que foi intensificado neste período de crise sanitária. Nessa estratégia, equipes da Sempre percorrem as ruas da cidade em todos os turnos do dia, abordando as pessoas em situação de rua e oferecendo vagas de acolhimento.

Os encaminhamentos às UAEs não acontecem compulsoriamente, ou seja, só é abrigado nesses espaços quem tiver interesse. No total, a capital baiana passa a ter em funcionamento cinco UAEs e mais 12 Unidades de Acolhimento Institucional (UAIs) que oferecem abrigo provisório para adultos e famílias em situação de rua ou desabrigados por abandono, migração, ausência de residência e sem condições de autossustento.

Além do Seas, os assistidos também podem ter acesso às unidades através dos quatro Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop) da cidade, situados na Djalma Dutra, Mares, Itapuã e Dois de Julho. Outra opção é através do Núcleo de Ações Articuladas para População em Situação de Rua (Nuar), que fica no Comércio.

Adequações – Durante a pandemia, tanto as UAEs quanto as UAIs foram readequadas com medidas sanitárias para conter a disseminação da doença, ganhando dispensadores de álcool em gel, tapetes sanitizantes, além de marcações de distanciamento social. O uso de máscara de proteção é uma das regras praticadas pelos abrigados no dia a dia, sendo exceção apenas na hora da alimentação e no dormir.

As unidades recebem, ainda, ações preventivas, com realização de testes rápidos e aferição de temperatura, verificação das condições de saúde dos acolhidos e intensificação das medidas de higiene nos mobiliários e instalações, como banheiros e quartos.

Índices epidemiológicos – Durante a entrega da nova UAE de Itapuã, o prefeito falou sobre os atuais índices epidemiológicos da cidade. Nas últimas 24h, 97 pacientes com a Covid-19 foram regulados para hospitais de referência. Até a manhã de hoje (24) havia 38 pessoas aguardando transferência nas UPAs, sendo 23 delas demandando leitos de UTI.

“Houve uma queda expressiva neste número. Chegamos a ter 87 pacientes aguardando leitos de UTI. Isso reflete o esforço que estamos fazendo e que as medidas de isolamento social surtem efeitos. Os índices epidemiológicos estão caindo, tanto no número de casos ativos quanto no fator RT, que está abaixo de 1. À medida que menos pessoas contraiam o vírus, é natural que menos pessoas demandem sistema de saúde”, explicou.

Com o alto volume de regulações diárias, no entanto, a taxa de ocupação de vagas de terapia intensiva ainda segue alta: 86%. A expectativa é que até o final do mês esse número caia para abaixo de 80%, índice considerado adequado para retomada escalonada de segmentos comerciais suspensos em função das restrições de isolamento social.

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