Tráfico e exploração de mulheres: grupo atraiu mais de 200 vítimas pela internet; ação da PF também ocorre em Lauro

Uma rede criminosa de tráfico internacional de mulheres e exploração sexual atraiu mais de 200 mulheres, incluindo adolescentes, através da internet com falsas promessas de emprego. Os criminosos se passavam por representantes de marcas de maquiagem e produtos de beleza. As vítimas eram escolhidas por meio de fotos nas redes sociais.

Foto: divulgação/Polícia Federal

Nesta quarta-feira (28/04), a Polícia Federal deflagrou a Operação Harem BR e realizou investidas em Lauro de Freitas, na Bahia, e mais cinco cidades: São Paulo (SP), Goiânia (GO), Foz do Iguaçu (PR), Venâncio Aires (RS) e Rondonópolis (MT).

A investigação da PF aponta que o grupo agia também em outros países. No total, seis pessoas foram presas, sendo quatro no Brasil, uma em Portugal e outra na Espanha. Na capital paulista o homem preso é o principal alvo do esquema criminoso. Ele foi encontrado em uma residência de luxo, no bairro Granja Julieta. Documentos e mídias para investigar se há mais envolvidos foram apreendidos, conforme a PF.

Foto: divulgação/Polícia Federal

Na Espanha, uma mulher que seria a “despachante” do grupo, responsável por facilitar e falsificar a documentação para enviar as vítimas a outros países, foi capturada. A mulher presa em Portugal tinha envolvimento com uma rede de prostituição nos Estados Unidos. Já o homem preso em Foz do Iguaçu, no Paraná, seria um cliente que contratou programas com menores de idade no Paraguai.

Ainda conforme a PF, a 1ª Vara da Justiça Federal em Sorocaba expediu nove mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. Cinco alvos de mandados de prisão foram incluídos na lista da Interpol por estarem em outros países, como Paraguai, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Austrália. A investigação deve ouvir 20 pessoas durante esta semana, entre vítimas e testemunhas.

Foto: divulgação/Polícia Federal

A PF detalhou ainda que depois da abordagem pelas redes sociais, os criminosos ganhavam a confiança das supostas clientes e se ofereciam para fazer ensaios fotográficos até o momento em que ofertavam emprego, quando as vítimas eram aliciadas.

A rede criminosa foi descoberta após outra investigação, a Nascostos, em 2019, que identificou compras de passagens aéreas feitas pelos estelionatários com cartões de crédito clonados. Na ocasião, a PF identificou que duas garotas de programa receberam as passagens e viajaram a Doha, no Catar.

Foto: divulgação/Polícia Federal

“Uma vez identificadas essas vítimas de exploração sexual, elas relataram cerceamentos de direitos a que foram submetidas nesse destino, bem como que receberam as passagens de um indivíduo que as agenciou para a prática dos atos de prostituição”, disse a PF ao acrescentar que o grupo criminoso promoveu exploração sexual no Brasil, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos, Catar e Austrália.

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