“A violência na Bahia tomou uma proporção absurda e inadmissível”, diz Sandro Régis

O deputado estadual Sandro Régis (Democratas), líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), afirmou nesta quarta-feira (29) que a insegurança no estado já ultrapassou todos os limites. A declaração foi dada por ele ao comentar sobre a onda de sequestros registrados em Salvador, além das ocorrências recentes de crimes, inclusive contra policiais.

“A violência na Bahia tomou uma proporção absurda e inadmissível. O governo do PT tem sido incapaz de garantir a segurança das pessoas e de combater o crime organizado, que cada vez mais tem ganhado terreno. Enquanto isso, as forças de segurança não têm estrutura para este enfrentamento. A insegurança da Bahia já ultrapassou todos os limites e o governo do PT não consegue fazer nada”, criticou.

Régis ainda lamentou que o governador Rui Costa (PT), ao ser questionado sobre o tema segurança, tem procurado colocar a culpa em fatores diversos, deixando de lado a responsabilidade do estado. “Ele fala em regulamentação de drogas, em flexibilização do acesso a armas, em questões legais, mas não assume o papel dele nesse enfrentamento. O resultado é que a maioria dos estados tem tido redução, mas a Bahia segue com números alarmantes e ainda crescentes”, afirmou.

No primeiro semestre deste ano, a Bahia teve aumento de 7,1% no número de assassinatos, de acordo com o Monitor da Violência, do G1, segue na liderança do ranking de homicídios e foi um dos poucos estados que tiveram crescimento, enquanto o país teve redução de 8%. Os casos se somam também às mortes de policiais militares. O número de PMs mortos em 2021 já é 38% maior do que todo o registrado no ano passado, segundo mostra reportagem do Jornal Correio. São 18 casos em 2021 e 13 em 2020. Neste mês, dois PMs foram assassinados e os casos tiveram ampla repercussão na Bahia.

“O que estamos vendo é a incapacidade de o governo do PT para combater o crime e dar estrutura mínima necessária às forças policiais. Infelizmente, os policiais vão para a rua, para o front desta guerra, em condições inferiores às que os criminosos estão apresentando. O resultado disso é o que estamos vendo hoje, com a escalada da violência e um aumento substancial da sensação de insegurança”, afirmou.

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